O norte-americano Taylor Fritz nunca mais vai esquecer os dias que passou no continente asiático em outubro de 2022: depois de cumprir uma semana de quarentena num hotel em Seul, onde testou positivo à covid-19, viajou para Tóquio na madrugada do primeiro encontro e só parou com o troféu de campeão nas mãos — uma conquista que lhe permitiu estrear-se no top 10 mundial esta segunda-feira.
A conquista foi conseguida com uma vitória pelos parciais de 7-6(3) e 7-6(2) frente ao compatriota Frances Tiafoe naquela que foi a primeira final de um ATP 500 entre dois norte-americanos desde o torneio de Memphis, em agosto de 2010.
Com uma compostura impressionante em ambos os tie-breaks (não perdeu qualquer ponto no serviço), Fritz quebrou a série de 13 “tira-teimas” ganhos de forma consecutiva por Tiafoe, que procura o título mais importante da carreira.
A viver a melhor temporada da carreira, Fritz já tinha garantido na véspera a estreia no top 10 mundial, mas a vitória na final permitiu-lhe estrear-se entre os 10 primeiros da tabela na oitava posição. Um sonho de criança, como o norte-americano — o primeiro a vencer em Tóquio desde Pete Sampras em 1996 — admitiu ao longo do fim de semana.
“Começar a semana em quarentena, voar para Tóquio na madrugada do meu primeiro jogo e acabar por vencer o torneio é ‘de loucos’ e algo que definitivamente não esperava”, admitiu já depois de se juntar a um lote de campeões que inclui Roger Federer (2006),Rafael Nadal (2010), Andy Murray (2011) e Novak Djokovic (2019).
Apesar de não ter ganho a final, Frances Tiafoe (que assim ficou com um registo de 1-4 em finais ao mais alto nível) também alcançou o melhor ranking de carreira nesta segunda-feira: o 17.º lugar.