Grã-Bretanha faz o que parecia impossível e encanta rumo às ‘meias’ das BJK Cup Finals

GLASGOW — A tarefa estava longe de ser alcançada mas a chama da esperança nunca se apagou e o sonho concretizou-se. Tendo desde logo a dura missão de derrubar a favorita Espanha, a Grã-Bretanha só asseguraria o acesso às meias-finais mediante de um ponto adicional: estava obrigada a vencer os dois encontros de singulares e o derradeiro de pares. O efusivo contributo vindo das bancadas tornou-se preponderante e o público teve a devida recompensa: as britânicas protagonizaram um verdadeiro conto de vagas e juntaram-se à Austrália no lote das quatro últimas resistentes das Billie Jean King Cup Finals.

Indo por partes, a primeira responsabilidade pendia sobre Heather Watson (133.ª), que trilhou uma exibição quase imaculada frente a Nuria Parrizas-Diaz (72.ª). Não se deixou intimidar pelo estatuto de menos favorita e alimentou-se do calor dos anfitriões para aumentar a esperança e selar a primeira vitória pelos esclarecedores parciais de 6-0 e 6-2.

Mas a festa estava longe de ser cumprida e o próximo passo antevia-se como o mais exigente: Harriet Dart (98.ª) opunha-se a Paula Badosa (13.ª) e qualquer deslize poderia ser fatal para as ambições britânicas. Todavia, a jogadora da casa encarnou no papel de David contra Golias e viveu um dos momentos mais brilhantes da carreira ao anotar 6-3 e 6-4 e colocar a Grande-Bretanha a um passo de distância do apuramento.

A consumação daquilo que antes parecia impossível reservou-se à noite e com a exaltação das bancadas em crescendo todos os fatores se aliaram à fé britânica: Olivia Nicholls e Alicia Barnett foram chamadas ao serviço e, com direito a entusiástica orquestra, tornaram o sonho realidade ao barrarem o percurso espanhol por 7-6 (5) e 6-2 perante Aliona Bolsova e Rebeka Masarova.

Uma noite que será difícil de apagar da memória daqueles que estiveram presentes na Emirates Arena assume-se como história para o ténis britânico e aumenta para dois o número de apuradas para as meias-finais do torneio que honra Billie Jean King Cup: a Grande-Bretanha regressa ao lote das quatro melhores 41 anos depois e vai discutir o acesso à final com a Austrália.

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