Maia Open voltou a ser um sucesso e vai cumprir desejo de longa data

Sara Falcão/FPT

MAIA — Quatro anos, quatro edições de sucesso para o Maia Open, torneio do ATP Challenger Tour que este domingo encerrou mais um capítulo com nota positiva no Complexo Municipal de Ténis da Maia, palco ao qual regressará em 2023 e, já se sabe, com outro estatuto: o desejo de longa data de elevar o evento a outra categoria já está prometido para a próxima época.

O mote foi dado por Vasco Costa, presidente da Federação Portuguesa de Ténis, logo na flash interview à Sport TV, após a final que viu o francês Luca Van Assche derrotar o austríaco Maximilian Neuchrist para conquistar o primeiro título da carreira, e reforçado em conferência de imprensa: “Este torneio só é possível com o apoio da Câmara Municipal da Maia e tivemos conversas no sentido de subirmos a categoria já no próximo ano. Vai existir uma reestruturação do ATP Challenger Tour, com torneios de 50, 75, 100 e 125, e este subirá para o patamar 100 ou 125.”

Com mais novidades prometidas “para o início do ano” no que diz respeito à prova maiata, o responsável federativo fez um rescaldo positivo da edição de 2022: “O balanço é bastante positivo. Há quatro anos que organizamos o torneio em conjunto com a Câmara Municipal da Maia e temos vindo a elevar a qualidade organizativa de ano para ano. Estou muito contente porque o torneio correu muito bem. Obviamente que teria sido ainda melhor se tivéssemos jogadores portugueses na final de singulares, ou um par português como vencedor como tivemos nos dois torneios do ano passado, mas tivemos um brilhante vencedor, ainda com idade de júnior e do qual possivelmente ouviremos falar muito durante o próximo ano. É gratificante para o torneio passarem por aqui tenistas que no futuro serão grandes jogadores mundiais.”

O discurso de Vasco Costa foi semelhante ao de João Maio, diretor do torneio, que para além da análise positiva à última semana também comentou o cumprir de um objetivo com a subida de categoria: “Já tinha falado com a Câmara Municipal da Maia sobre este assunto no ano passado, pois era ambição da autarquia subir o torneio de categoria. E é uma necessidade também por causa do Nuno Borges, pois estou convencido de que no próximo ano ele vai fazer uma carreira em torneios ATP e se este Challenger subir de nível pode ajudá-lo, enquanto não subindo não seria um ganho para ele em termos de pontos vir aqui jogar em casa.”

Entre os elogios ao público, que “é cada vez mais assíduo e para além dos jogadores portugueses também procura ver bom ténis mesmo quando eles não competem”, e também à comitiva portuguesa, o responsável pelo torneio, que é também diretor técnico da Escola de Ténis da Maia, aproveitou para salientar o desempenho de uma comitiva considerável de jogadores “da casa” que aproveitaram o torneio para dar mais passos no circuito profissional — desde o cabeça de cartaz, Nuno Borges, aos irmãos Henrique Rocha e Francisco Rocha, João Dinis Silva e Tiago Filipe Silva, mas também Fábio Coelho (campeão nacional absoluto que é de Oliveira de Azeméis, mas treina regularmente nesta casa) e Francisco Cabral (o número um de pares, também ele um habitué na ET Maia).

Com o Maia Open de 2022 concluído, é tempo de olhar para 2023. E o novo ano está já aí à porta, com a realização de dois torneios do ATP Challenger Tour que, ao que tudo indica, serão os primeiros de um número recorde. Nas palavras de Vasco Costa, “para o próximo ano temos nove torneios confirmados e ainda pode surgir mais alguma novidade, pois estamos em contacto com a ATP, que vê Portugal e a Federação Portuguesa de Ténis como um país e uma organização que sabe organizar e nesse sentido tem-nos solicitado e apoiado muitas vezes para a realização de provas quando há desistências de outros países. O que para já posso dizer é que já temos nove torneios Challenger confirmados, oito dos quais diretamente organizados pela Federação Portuguesa de Ténis e um outro por uma organização privada.”

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