Arends e Pel vencem no Jamor e perseguem sonhos de compromisso assumido

Sara Falcão/FPT

OEIRAS – Sander Arends e David Pel, principais favoritos ao título, conquistaram o Indoor Oeiras Open 2 após ultrapassarem Patrik Niklas-Salminen e Bart Stevens por 6-3 e 7-6(3) no derradeiro embate da quinzena no Jamor.

Somente a competir na nave dos campos cobertos do Complexo de Ténis do Jamor na segunda semana de competição, os neerlandeses começaram 2023 da melhor forma possível, cedendo apenas um set nos quartos de final.

Uma parceria habitual desde 2019, mas que podia perfeitamente não ter acontecido não fosse o espírito de sacrifício de David Pel. “Esta é a melhor forma de começar a temporada. Já jogamos há alguns anos, mas na época passada tive uma lesão no joelho, ele continuou a jogar e ganhou dois Challengers, por isso o ranking dele é um pouco melhor do que o meu. Ele podia ter ido para a Austrália. Foi interessante, porque todos querem jogar os Grand Slams, mas ele mostrou compromisso com a dupla ao não ir. Estou mais do que feliz e não consigo agradecer o suficiente ao David pelo que fez”, observou Sander Arends, atualmente no 103.º lugar da hierarquia de pares, mas prestes a reeentrar no top 100 – será 94.º segunda-feira depois do 55.º posto em 2018.

Uma escolha complicada de tomar? Nem por isso. “O meu feeling disse-me para não ir à Austrália e para começar o ano aqui com o Sander, para depois jogar os torneios seguintes. Foi uma decisão fácil de tomar”, afirmou Pel, 87.º do ranking – deverá ser 79.º na próxima atualização, perto da melhor classificação que já atingiu (76.º).

O título erguido foi o 10.º enquanto equipa, nono no ATP Challenger Tour – o par neerlandês arrecadou ainda o ATP de Bastad, em 2021 – e muito do sucesso deve-se à forte preparação para a temporada que agora se iniciou, inclusive em interclubes franceses. O objetivo é claro: “Queremos estar no quadro principal do Australian Open do próximo ano”, apontou Sander Arends.

O céu é o limite para os tenistas dos Países Baixos, rodeados de uma geração muito promissora para o ténis dos seus países – Botic Van De Zandschulp (34.º), Tallon Griekspoor (61.º) e Tim Van Rijthoven (106.º) encabeçam a hierarquia de singulares neerlandesa, ao passo que Wesley Koolhof é o líder mundial do ranking de pares e há ainda jogadores na variante como Jean-Julien Rojer (sexto), Matwe Middelkoop (22.º) ou o histórico Robin Haase (42.º), preponderante, tal como Kiki Bertens, para o crescimento de jogadores como Sander Arends e David Pel.

Na conferência de imprensa posterior à quarta vitória da semana, o par vencedor abordou ainda a cooperação existente nos Países Baixos – “tornamo-nos melhores uns com os outros” – e o bom trabalho da federação.

Arends e Pel vão “continuar a seguir os sonhos”, como sublinhou o atual mais cotado, sem pressão adicional pelo peso histórico dos grandes campeões neerlandes do passado na variante. Sonhos que podem ter Portugal no caminho, quem sabe já no Millennium Estoril Open, no início de Abril.

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