Com “muita união”, seleção feminina celebra segundo triunfo na Billie Jean King Cup

Sara Falcão/FPT

OEIRAS — A seleção nacional feminina celebrou a segunda vitória em dois dias no Grupo II da Billie Jean King Cup que a Federação Portuguesa de Ténis organiza no Jamor. Mas ao contrário do que aconteceu na primeira jornada, da qual resultou um triunfo por 3-0 contra Israel, esta terça-feira foi no par decisivo que Portugal se impôs a Malta (2-1) para cimentar a liderança na Pool A, um resultado que mereceu uma avaliação positiva das protagonistas.

“Foi mais um dia positivo. Ontem durante a nossa reunião de equipa já tinha dito que ia ser uma eliminatória ainda mais difícil do que contra Israel porque tal como nós já as conhecíamos também elas nos conheciam. E realmente Malta fez de tudo para nos ganhar, mas a nossa equipa é muito forte e acabámos por sair nós por cima“, afirmou a capitã Neuza Silva, que repetiu o alinhamento do dia anterior: Inês Murta (vitoriosa) no primeiro singular, Francisca Jorge (derrotada) no segundo e as irmãs Francisca e Matilde Jorge (decisivas) no par.

Francisca Jorge, que sofreu a primeira derrota lusa nesta semana e regressou ao court para vencer o par decisivo, falou da forma como deixou para trás as sensações do encontro de singulares: “Foi relativamente fácil e para ser sincera acho que até entrei pior ontem [no par, já sem influência na vitória de Portugal] do que hoje, apesar de este ter sido um par decisivo. Eu e a Matilde apoiamo-nos uma à outra e conseguimos fazer um bom jogo.”

Sobre a derrota no singular, a número um nacional destacou a “grande evolução” da adversária em relação ao encontro do ano passado, que venceu (curiosamente também nesta competição, mas na Macedónia do Norte).

Matilde Jorge atuou pela segunda jornada consecutiva no encontro de pares e explicou o papel que desempenhou para ajudar Portugal a consumar a vitória: “Conheço muito bem a ‘Kika’ e sabia que ela ia fazer o reset para jogar o par, por isso preparei-me e dei-lhe algum espaço porque sei que era aquilo de que ela precisava. Mais perto do começo do encontro falei com ela para saber como se estava a sentir e motivá-la e depois estivemos bem. Um pouco nervosas por ser um par decisivo, mas fizemos um bom encontro.”

Inês Murta, até agora responsável por dois importantes triunfos nos singulares que abriram os confrontos com Israel e Malta, destacou a importância dos últimos meses de trabalho: “Quando voltei de lesão no final do ano passado já estava a jogar a um bom nível, mas os resultados ainda não estavam a aparecer. Este ano fiz duas finais consecutivas, o que nunca tinha conseguido, e isso resulta de um trabalho de muitos anos. Claramente que o meu treinador me tem ajudado bastante porque estou mais confiante e a saber o que fazer dentro de campo.”

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