Aos 36 anos, Kenny de Schepper joga com um propósito: “Quero continuar pelo meu treinador”

Beatriz Ruivo/fFPT

OEIRAS — Kenny de Schepper voltou a eleger Portugal como destino e começou o ano a celebrar duas vitórias que lhe valeram o apuramento para o quadro principal do Indoor Oeiras Open, o palco onde aos 36 anos dá início a uma temporada com um duplo objetivo: honrar o treinador que faleceu subitamente no ano passado, dias depois de outra passagem pelo nosso país, e lutar pelo regresso aos torneios do Grand Slam já em Roland-Garros.

“Estou a sentir-me muito bem. Durante novembro e dezembro preparei-me muito bem e estou feliz por estar a jogar aqui em Lisboa. Já tinha estado na Maia no final do ano passado e adoro o vosso país”, disse em conferência de imprensa. “É muito perto de França e as organizações dos torneios são sempre muito boas. Também gosto das condições de jogo e desta vez, com dois torneios consecutivos, evito viagens, o que é sempre bom para o corpo.”

Atualmente no 479.º lugar do ranking, o francês de 36 anos chegou a ser 62.º classificado em abril de 2014 e passou pelos maiores torneios do mundo. Agora, tem de jogar os de menor dimensão, mas nem isso o faz perder a motivação: “Perdi o meu ranking devido às lesões e tenho trabalhado arduamente para voltar. Sinto-me motivado e o meu corpo está em boas condições. Tenho 36 anos, mas sinto-me como se tivesse 25 anos e curiosamente quando tinha essa idade sentia mais dores. Agora dedico mais tempo ao meu corpo e acredito que este ano tenho uma oportunidade real de voltar a um bom nível e o meu objetivo é melhorar semana após semana e ter menos problemas.”

Escalar cerca de 250 lugares para assegurar a participação no qualifying de Roland-Garros, no final de maio, é o objetivo competitivo que o move nestes primeiros meses de 2024, mas Kenny de Schepper tem uma missão maior: “O meu treinador morreu em maio do ano passado e foi um período terrível. Pensei em deixar de jogar porque trabalhei com ele durante 10 anos e viajámos juntos todas as semanas. Estivemos no Oeiras Open em abril e ele morreu subitamente 15 dias depois. Foi terrível e agora quero jogar por ele”, explicou.

Henri Fabrega morreu subitamente aos 69 anos e antes de Kenny de Schepper treinou vários jogadores franceses, como Olivier Delaitre (33.º do ranking ATP em 1995) e Anne Kremer (18.ª WTA em 2002).

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