Roman Safiullin em estado de graça vence Oeiras Open 125

Álvaro Isidoro/FPT

OEIRAS — Uma semana, sete vitórias e o maior título da carreira. Roman Safiullin viveu dias inesquecíveis no regresso ao Complexo de Ténis do Jamor e sagrou-se campeão do Oeiras Open 125, feito que lhe permitiu estender um recorde impressionante em finais do circuito Challenger (7-0) e garantir, de uma vez só, a presença em Roland-Garros e Wimbledon após uma queda abrupta no ranking.

Ex-top 40 e finalista de um torneio ATP, o russo esteve afastado do circuito durante seis meses para recuperar de uma lesão no cotovelo direito e disputou apenas cinco torneios antes de regressar a Portugal, onde há um ano já tinha sido semifinalista deste mesmo Oeiras Open 125.

Desta vez, e contra as próprias expetativas, foi ainda mais longe e coroou uma semana de gala que incluiu quatro vitórias contra portugueses — João Dinis Silva e Tiago Torres no qualifying, Jaime Faria nos quartos de final depois de anular um match point e Henrique Rocha nas meias-finais.

Se estava cansado, Safiullin (atualmente no 226.º posto da hierarquia mundial) não o demonstrou. Aliás, a exibição na final foi a mais autoritária das sete e em apenas 64 minutos derrotou o primeiro cabeça de série, Valentin Royer (74.º), por contundentes 6-1 e 6-2.

Os números não mentem: o russo esteve irrepreensível em todos os capítulos. Foi muito mais agressivo do que Royer (21 winners para 12), mas mesmo assim cometeu menos erros não forçados (apenas 11 em contraste com os 21 do francês) e não enfrentou qualquer ponto de break ao longo da final, que controlou a seu bel-prazer para completar uma das melhores semanas da carreira.

O Oeiras Open 125 tornou-se no sétimo título conquistado por Roman Safiullin no ATP Challenger Tour em igual número de finais e o segundo na categoria 125, mas o primeiro desta dimensão em terra batida.

O jogador olímpico e antigo quartofinalista de Wimbledon precisava de uma boa semana para ainda conseguir um lugar em Roland-Garros e com a subida de 51 lugares (até ao 175.º) não só alcançou esse objetivo, como também já garantiu a ida a Londres.

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