Com um ténis agressivo por natureza, Angelina Voloshchuk cresceu a adorar superfícies rápidas e se pudesse fugia à terra batida, mas sabe que precisa de ser bem-sucedida em todos os pisos para continuar a evoluir e por isso quer contrariar o instinto na hora de definir o calendário, razão pela qual não fará atalhos depois do Oeiras CETO Open.
Eliminada à primeira no quadro principal de singulares do novo WTA 125 do país, a número três nacional (374.ª no ranking mundial) revelou com naturalidade que “se pudesse nem jogar em terra, não jogava”, mas logo a seguir acrescentou que “tenho-me sentido bastante melhor em terra e tenho treinado mais para fazer mais torneios [na superfície], por isso ainda vou jogar mais um ou dois para ficar cada vez melhor.”
“Talvez possa ser psicológico, muita coisa é psicológica. Não tem sido fácil, mas estou a tentar gostar de terra batida”, continuou Voloshchuk, que não fugiu às dificuldades que a superfície lhe causa: “Gosto de jogar muito em cima da linha e em terra não consigo ganhar assim, portanto tenho de chegar-me mais atrás e aguentar cada vez mais bolas, ter paciência, que é o que me falta às vezes. Aqui ser agressiva não resulta tão bem.”
Wiesbaden, na Alemanha, e Saint-Gaudens, em França, serão as derradeiras oportunidades de afeiçoar-se ao mais natural dos pisos. Depois será hora de reencontrar-se com o seu amado piso rápido.