Tiago Torres aprendeu uma coisa no início do Oeiras Open 4: “Estar cansaço talvez ajude”

Beatriz Ruivo/FPT

OEIRAS – Cerca de 24 horas depois de ceder nas meias-finais do Loulé Open, Tiago Torres teve de lidar com a frustração normal depois de uma derrota resolvida nos detalhes, arrumar todos os pertences, fazer 300 quilómetros, descansar o possível e competir pelas 13h30 no Court Central do Jamor, noutro nível de torneios e, sobretudo num piso distinto. Mesmo cansado, o número seis nacional voltou a passar no teste Challenger e, desta vez, acabou a sorrir. Mesmo que um sorriso envolto em saturação.

O português de 23 anos, recorrente irrequieto em court, “aprendeu uma coisa” com tudo isto: “Estar cansado talvez me ajude, porque não tenho nem forças para criticar e isso dá frutos. Joguei mais simples e para ser sincero, não sabendo bem como ganhei o terceiro set, dou mais valor à vontade de ganhar depois de um dia difícil ontem. Tem muito valor esta vitória, tem valores morais, físicos, tudo. Ontem estava muito mal mentalmente e mudar o chip, mudar de superfície, fazer a viagem, e conseguir chegar aqui e dar a volta de set abaixo, fico surpreendido. Estou muito contente”, confessou na conferência de imprensa de rescaldo ao 13.º triunfo da carreira em provas Challenger, 11.º desde o verão passado.

“Isso é bué” (risos), interrompeu ao saber do registo. “Tenho tido essa sorte de não perder à primeira”. E vitória puxa vitória, aumenta a “confiança”, sobretudo depois de um êxito resgatado “a passo no final” e sem qualquer treino em terra batida anterior.

Foram 24 horas lidadas “à Tiago Torres, tudo um bocado no desenrasca, tudo meio à pressa”, com descrição detalhada desde o match point de Tiago Pereira na semifinal. Agora precisa de recuperar os níveis físicos e mentais e voltar a agarrar-se à “força de vontade” para ombrear com o espanhol Alejandro Moro Canas, antigo finalista do Porto Open e outrora top 150 ATP. Bons problemas, admite, sinal de quantidade vitórias.

E mesmo perante a natural dificuldade do desafio desta segunda-feira, e até tendo em conta o historial recente nos Challengers jogados em solo nacional desde o Porto Open de julho, Tiago Torres sublinha, sem aparente dúvida de ninguém: “Vou ter as minhas hipóteses”.

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