Henrique Rocha quer “estar juntos dos melhores” e vai a Paris “motivado” pelas boas memórias

Beatriz Ruivo/FPT

OEIRAS – Henrique Rocha voltou a ceder perante Roman Safiullin, agora numa série de 13 vitórias consecutivas. Sem grandes chances nas meias-finais do Oeiras Open 125, o número três nacional ficou duas vezes a dois pontos do triunfo e mostrou muito maior oposição na ronda de estreia do derradeiro torneio no Jamor, em vésperas do regresso a Paris para o qualifying de Roland-Garros.

“Joguei melhor [hoje]. Consegui acabar por ser mais agressivo, ser eu mais vezes a pegar no ponto e comandar. Da outra vez foi ele a ter sempre mais iniciativa. Fruto disso acabei por estar muito perto da vitória e tiro coisas positivas, apesar do sabor amargo por não ter a vitória. Mérito dele porque tem muitos jogos em cima, está com muita confiança e acaba por fazer alguma diferença nesses momentos. Depois embalou no início do terceiro set”, explicou em conferência de imprensa.

A maior agressividade foi planeada para o russo – um posicionamento muito mais em cima da linha de fundo -, ainda que seja um “ajuste feito há mais tempo” no arsenal de Rocha. Talvez por isso 2026 esteja a ser bem-sucedido: o luso de 22 anos soma 18 triunfos na presente época, marcada essencialmente pelo terceiro título Challenger, pela sexta final na categoria e pela estreia, e logo a vencer, em certames Masters 1000, em Madrid.

Logo depois jogou em Roma e o balanço da experiência é bastante positiva. “É onde quero estar e onde quero ir. É bom estar junto dos melhores jogadores, poder treinar com eles, vê-los a competir. Aprende-se muito a ver. Fiz bons jogos em Madrid e Roma. Estou com mais consistência e o meu nível está melhor. Nas últimas semanas não tem caído tantos jogos como gostaria, mas é algo que certamente vai acontecer”.

Segue-se Roland-Garros, onde há 12 meses fez um autêntico brilharete. Da fase de qualificação, chegou pela primeira vez a um quadro principal de uma prova do Grand Slam e após esse feito continuou a somar marcos inéditos. A disputar pela primeira vez um duelo à melhor de cinco sets, venceu. Repetiu ao bater um top 20 depois de ceder os dois primeiros parciais e tornou-se no primeiro homem português a atingir a terceira eliminatória na terra batida de Paris. Agora vai para a parte boa, refere, porque é “bom defender pontos”, sinal de sucesso.

“O ano passado vivi muitas emoções positivas e ajuda-me a chegar lá com mais alegria, mais feliz e assim jogo melhor, mais descontraído. Sem dúvida que estou muito motivado para Paris”.

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