Roman Safiullin vê série de vitórias interrompida por outro antigo tenista de elite

Beatriz Ruivo/FPT

OEIRAS – Roman Safiullin vinha numa série de 13 vitórias consecutivas, oito das quais no Complexo de Ténis do Jamor depois do maior título da carreira conquistado no último Oeiras Open 125, interrompida esta quarta-feira na segunda eliminatória do Oeiras Open 4.

O antigo 36.º ATP, atual 144.º, chegou numa sequência de dois títulos Challenger de empreitada, os primeiros em terra batida do palmarés, não resistiu ao duelo de luxo frente ao sérvio Laslo Djere (279.º, mas 27.º em 2019) e cedeu com os parciais de 6-4 e 7-5 em 1h47.

Djere precisou de jogar a fase de qualificação devido às várias lesões no último ano e meio (no primeiro encontro até superou o jovem Salvador Monteiro), mas é claramente um dos jogadores mais credenciados do evento. O tenista de 30 anos é dono de três troféus ATP (o Rio Open, de nível 500, e os 250 de Sardenha e Santiago, todos em terra batida) num total de seis finais.

Pela segunda vez nos quartos de final em 2026 (e pelo segundo torneio consecutivo, este foi somente o 12.º embate da temporada), Djere vai encarar o americano Colton Smith (190.º), responsável pela eliminação do britânico Jack Pinnington Jones, oitavo cabeça de série e 137.º do ranking, com os parciais de 6-4 e 6-1.

Nesta jornada dedicada à conclusão da segunda ronda, o chileno Tomas Barrios Vera prevaleceu num frente a frente entre antigos top 100 ATP com o americano Nishesh Basavareddy (93.º e 99.º, respetivamente, atualmente nas posições 134.º e 154.º) e celebrou por 6-1 e 6-4 em 76 minutos. O sul-americano 28 anos está em grande forma no Jamor e é dos que mais sabe, de todo o quadro, vencer torneios desta categoria: ostenta sete títulos Challenger em 17 finais, todas em pó de tijolo.

Agora, o sétimo pré-designado vai defrontar o tenista com melhor cotação ainda em prova: o também americano Emilio Nava (108.º, mas 74.º em março), segundo cabeça de série e carrasco de Tiago Pereira.

E o adversário de Jaime Faria esta quinta-feira será o jovem Petr Brunclik (350.º). O talentoso checo surpreendeu Vilius Gaubas (121.º e quinto favorito), campeão do último Lisboa Belém Open e finalista em Braga na semana seguinte, além de antigo residente em Tavira na juventude, por 3-6, 6-4 e 6-3 num encontro com honras de Court Central do Jamor.

No final, o tenista de 19 celebrou efusivamente, deitado no chão, o que exemplificou exatamente o significado da ocasião. Afinal, amealhou o maior triunfo da carreira no que diz respeito ao ranking do opositor e garantiu pela sétima vez na carreira, segunda em 2026, os quartos de final de uma prova Challenger (4-2 nessa fase, 0-1 este ano).

A jornada terminou com uma reviravolta dramática de Hugo Dellien. Detentor de 15 títulos Challenger (todos em terra batida) e ex-número 64 mundial, o boliviano (atual 133.º) recuperou de 0-4 no tie-break decisivo para derrotar Zdenek Kolar (165.º) por 6-4,4-6 e 7-6(4) em 2h43, confirmando as credenciais de sexto cabeça de série ao salvar 13 de 17 break points (aproveitou quatro de cinco) e também recuperar de 3-1 no parcial decisivo.

Segue-se o qualifier Benjamin Hassan (339.º), do Líbano, finalista no Lisboa Belém Open em 2023, que despachou o argentino Lautaro Midon (216.º) por 6-4, 2-6 e 6-3.

Os quartos de final do Oeiras Open 4, o derradeiro Challenger do ano no mítico local do ténis nacional, arrancam às 11 horas. O duelo de Jaime Faria será o segundo embate da jornada no campo principal.

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