Djokovic inicia participação recorde em Roland-Garros com triunfo acalorado em sessão noturna

PARIS — Recordes há muitos e Novak Djokovic bateu mais um ao batizar a 81.ª participação em quadros principais masculinos de torneios do Grand Slam com uma vitória na primeira ronda de Roland-Garros, onde pela primeira vez uma sessão noturna foi bem-vinda por todos.

Já com o relógio próximo das 12 badaladas, o sérvio negou um triunfo geracional ao “gigante” francês Giovanni Mpetshi Perricard com uma reviravolta assinada por 5-7, 7-5, 6-1 e 6-4.

Detentor de um dos serviços mais velozes do circuito, o francês teve a faca e o queijo na mão ao resistir com nervos de aço às ameaças de break de Djokovic até ao 7-5, 5-5. Mas água mole em pedra dura tanto bate até que fura e, sempre que o golpe de saída não apareceu, lá esteve Djokovic para massacrar, massacrar e massacrar o jovem da casa.

Tanto ameaçou que por fim quebrou. E com o desfecho da segunda partida o encontro entrou noutra dimensão. Mpetshi Perricard queixou-se dos dedos da mão esquerda, chegou a ser assistido pelo fisioterapeuta português David Pires e durante o set seguinte desapareceu. Com as aparentes cãibras atenuadas, reagiu a tempo de anular o break precoce no quarto set, mas não teve estofo para repetir a façanha uns jogos depois e quem sorriu por último foi Djokovic, cada vez mais confortável e com pormenores raríssimos num quase quarentão.

Com uma dança, provavelmente a pedido de um dos filhos como manda a tradição, Novak Djokovic lá tornou dourada a ocasião em que ultrapassou as 80 participações seguidas de Roger Federer e Feliciano López em torneios do Grand Slam, celebrando com alegria a 77.ª vitória consecutiva em primeiras rondas de Majors.

Nunca perdeu na primeira ronda de Roland-Garros e deu o primeiro de sete passos necessários para completar a última missão da carreira e ultrapassar os 24 títulos conquistados por Margaret Court em torneios do Grand Slam entre a era amadora (13) e a era profissional (11).

Perfecionista como é, o sérvio encontrou no número 25 a motivação para prolongar a fase final da carreira. E com Carlos Alcaraz de fora quer em Paris, quer em Londres, algures num dos lados do canal da mancha estão as suas maiores hipóteses de o alcançar.

Passo a passo, até porque a pouca rodagem este ano assim o exige, segue-se, para já, o francês Valentin Royer número 74 mundial.

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