PARIS — Marta Kostyuk assinou uma das primeiras vitórias da quinzena de quadros principais em Roland-Garros, mas na hora de abordar o encontro cedeu às emoções e contou o quão difíceis foram as horas que antecederam a ida a jogo em Paris.
“Hoje estou muito orgulhosa de mim própria. Foi um dos encontros mais difíceis de toda a minha carreira. Esta manhã, um míssil destruiu um prédio a 100 metros da casa dos meus pais”, revelou a recém-campeã do WTA 1000 de Madrid depois de vencer a russa naturalizada espanhola Oksana Selekhmeteva por 6-2 e 6-3 no Court Simonne-Mathieu.
“Foi uma manhã muito difícil, não sabia como é que este jogo ia correr porque não sabia se ia ser capaz de lidar com ele. Passei parte da manhã a chorar e hoje não quero falar de mim própria. Estou muito feliz por estar na segunda ronda, mas todos os meus pensamentos estão com as pessoas da Ucrânia. Muito obrigado a todos por terem vindo apoiar”, acrescentou Kostyuk.
De regresso à competição pela primeira vez desde essa campanha dourada na capital espanhola, Kostyuk explicou o quão importante era a ida a jogo neste domingo: “Porque é importante continuar. O meu maior exemplo é o povo ucraniano. Acordei de manhã e vi que todas continuaram as suas vidas, todas continuaram a viver e a ajudar. Sabia que hoje ia ver muitas bandeiras ucranianas e estou muito feliz por isso. Os meus amigos ucranianos também estão em Paris e estou muito feliz por tê-los comigo, não há muito mais que consiga dizer.”