Nuno Borges: “Jogar à melhor de cinco sets mete-me numa mentalidade que devia utilizar melhor em três”

Anastasia Barbosa/FPT

PARISNuno Borges superou pela 10.ª vez na carreira a primeira ronda de um torneio do Grand Slam e destacou a influência do formato na mentalidade como fator-chave para a taxa de sucesso nos maiores torneios do mundo.

Depois de bater o argentino Tomás Martín Etcheverry (23.º cabeça de série) por 6-3, 6-4 e 6-2, o melhor tenista português da atualidade explicou aos jornalistas portugueses presentes em Paris que “jogar melhor nos torneios do Grand Slam não é uma coincidência” e que “o facto de jogar à melhor de cinco sets mete-me numa mentalidade que devia saber utilizar melhor quando jogo à melhor de três sets.”

“Há um fator de gestão, que é muito importante num dia quente como o de hoje, por exemplo, e que eu soube utilizar muito bem. Sabia que tinha de me manter agressivo não só para o deixar desconfortável, mas também para o jogo não pesar tanto. Há momentos em que vou ter de correr um bocadinho mais e tentar aguentar-me nos pontos o facto de saber que não há outra opção deixa-me mais determinado. Decido com mais convicção e isso ajuda-me a aceitar as dificuldades do jogo”, acrescentou Borges.

Feito o balanço, o maiato de 29 anos reconheceu que “à melhor de cinco sets raramente saio de um encontro a achar que hoje foi inacreditável, hoje olho para trás e acho que foi realmente muito bem e eu soube aplicar muito bem. Ele ficou um bocadinho aquém, até estava à espera de mais, mas olhando de uma maneira geral também era difícil ele jogar como nos dois jogos anteriores que tivemos.”

O encontro deste domingo desenrolou-se com os termómetros acima dos 30 graus, condições totalmente diferentes das que Borges sentiu durante a maior parte da semana de preparação “e até da maioria da temporada de terra batida, porque nunca esteve propriamente muito calor.”

“O serviço paga mais, a direita dá para jogar mais chapada porque escorrega mais e hoje acho que foi essencial continuar a responder à frente, porque consegui umas duplas faltas dele ao tentar puxar o serviço mais comprido. Mesmo quando respondia com uma esquerda ou outra que não eram espetaculares, conseguia tirar-lhe tempo e percebi que ele não gostava. Com outros jogadores pode não resultar tão bem, mas neste match up acabou por correr bem”, finalizou.

Ainda sem pensar na segunda ronda, que só acontecerá na quarta-feira, Nuno Borges fez um raio x express a Miomir Kecmanovic, o próximo adversário em Paris: “Só vou começar a pensar amanhã, mas lembro-me de que joguei com ele no Estoril [derrota nos quartos de final em 2025]. Responde melhor do que serve, é dos melhores baseliners de que me lembro, bem melhor do que o ranking diz. Acho que é um jogador bastante completo, que joga bem em todos os pisos, mas tenho as minhas hipóteses, principalmente à melhor de cinco sets.”

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