Darja Vidmanova é contida nos festejos e parca em palavras, mas não hesita na hora de apontar objetivos e quebra a timidez para falar do que quer atingir agora que, graças a uma semana dourada na Figueira da Foz, já tem no currículo um troféu com marca WTA e garantida a estreia entre a elite do circuito feminino.
O momento de definir objetivos foi o mais expressivo da checa, com 23 anos e apenas há um no circuito a tempo inteiro depois de concluir os estudos do outro lado do oceano: “Espero estar no top 50 e a jogar todos os grandes torneios de forma regular”, respondeu sobre onde espera estar daqui a 12 meses.
Pouco expressiva dentro do court, Vidmanova explicou que é naturalmente discreta, mas garantiu ter sentido o nervosismo ao aproximar-se de um título inédito: “Não sou muito expressiva, mas estou muito feliz. No final do encontro estava nervosa e quando ganhei senti mais alívio por conseguir segurar o encontro, mas estou muito feliz”, prometeu em conferência de imprensa.
O 10.º e maior Figueira da Foz Ladies Open deu a esta checa nascida em Moscovo o primeiro título com chancela WTA (ainda que da categoria 125) e pelo meio também assegurou a estreia no top 100, uma combinação “inesquecível” e mais do que suficiente para lhe arrancar um sorriso de orelha a orelha na altura de comentar a campanha.
À porta está a ida a jogo no quadro principal de Wimbledon, o primeiro em torneios do Grand Slam, e ao virar da esquina o próximo grande objetivo: assegurar o mesmo para o US Open, uma vez que até lá tem pontos a defender, para depois começar a pensar na afirmação entre a elite de modo a cumprir a maior profecia.
Uma coisa é certa: a Figueira da Foz não será esquecida e Darja Vidmanova ficou com o nome gravado a dourado na galeria de campeãs do novo WTA 125 português, o quinto de oito agendados para o país só em 2026.