Francisco Cabral “muito feliz” por cumprir o primeiro objetivo em Wimbledon depois de um mês atribulado

Wimbledon images via 📷 World Tennis

LONDRES — Num mês pode mudar muita coisa e Francisco Cabral separou-se do treinador, ficou sem o parceiro e regressou ao jogo do gato e do rato para organizar o calendário e manter-se entre os melhores, mas esta quarta-feira manteve a tradição e voltou a superar a primeira ronda de pares em Wimbledon. Novamente ao lado do jogador com quem teve mais sucesso, agora de forma temporária, sorriu com a vitória e falou sem mágoas de um junho turbilhão.

“Sinto-me muito feliz. O primeiro objetivo era conseguir mais uma vitória aqui e o próximo passa por chegar pela primeira vez aos oitavos de final em Wimbledon”, afirmou o especialista de pares português ao Raquetc pouco depois de vencer novamente com Lucas Miedler na relva do All England Club.

“Foi um encontro complicado frente a uma dupla complicada, com um esquerdino e um destro. Têm serviços completamente diferentes um do outro e esteve algum vento que dificultou ganhar ritmo na resposta, mas acabámos por fazer um jogo sólido. Servimos bem, estivemos bem na rede e felizmente clicámos os dois ao mesmo tempo para realizarmos um super tie-break quase perfeito”, acrescentou.

A vitória desta quarta-feira foi a primeira de Cabral e Miedler lado a lado desde que o português quebrou a parceria antes da época de terra batida. Depois, foi Joe Salisbury a deixá-lo sem parceiro, mas a lesão de Alexander Erler (que se reencontrou com o austríaco) fê-los alinhar esforços para temporada de relva, até agora com derrotas em Halle e Maiorca.

“Os automatismos estavam lá. Se calhar não estávamos com aquela dinâmica de vitória que fazia com que ganhássemos tantos tie-breaks e super tie-breaks e que os momentos importantes caíssem para o nosso lado, mas trabalhámos bem e hoje fomos a melhor equipa nessas alturas”, explicou Cabral sobre o reencontro com o jogador que, agora, é treinado por Luís Faria, de quem também optou por separar-se.

Já em relação ao fim da ligação com Joe Salisbury, revelou que após a derrota na primeira ronda de Roland-Garros o britânico “disse que estava a precisar de procurar uma coisa diferente e não havia nada que eu pudesse fazer a não ser aceitar, por isso a partir desse momento comecei a estudar as minhas opções. Não foi uma surpresa total porque realmente o nível desse encontro foi fraco e não estávamos a clicar um com o outro. Sabia que a partir do momento em que ele quis falar, à noite, era isso que queria e quando um não quer, dois não fazem, então só me tocava aceitar de bom grado.”

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