Marta Kostyuk está a brilhar em Wimbledon e esta quarta-feira atingiu pela primeira vez as meias-finais, mas foi o possível regresso dos atletas russos aos Jogos Olímpicos já em Los Angeles 2028 que marcou a conferência de imprensa da tenista ucraniana.
“Acho que é terrível. Está muito longe de ser fair-play para todos os países envolvidos, não só a Ucrânia”, começou por dizer a número 13 mundial depois de vencer Jasmine Paolini para alcançar as segundas meias-finais consecutivas num Major.
E foi ainda mais longe: “Sou 100% contra esta decisão, não acho que alguma coisa vá mudar. Quero simplesmente entrar em campo e espero vencer todas as russas que defrontar nos Jogos Olímpicos.”
As declarações surgiram na sequência da decisão do Comité Olímpico Internacional (COI), que na terça-feira anunciou o levantamento das restrições aos atletas russos relativas à competição nos eventos mundiais, incluindo os Jogos Olímpicos de Los Angeles em 2028.
O organismo argumenta que o país já não conta entre os seus membros com organizações desportivas de regiões ucranianas ocupadas, tal como decidiu há cerca de dois meses em relação à Bielorrússia. Até ao momento, a decisão não contempla ainda a possibilidade de os desportistas russos poderem competir sob o seu hino e bandeira.