ESTORIL — Francisco Cabral e Nuno Borges sofreram este sábado uma derrota que vai deixar cicatrizes e viram cair o sonho de um regresso à final de pares do Millennium Estoril Open. O duo, que esteve a liderar no match tie-break com Titouan Droguet e Kyrian Jacquet, perdeu numa dura batalha de 6-7(6), 6-4 e 11-9 e foi com um ambiente pesado que fizeram uma análise ao encontro.
Primeiro, Cabral começou por admitir que a adaptação ao Estádio Millennium não terá sido a melhor, num dia com várias adversidades: “Acho que não é no 8-5 que se ganhava o jogo, se calhar poderíamos ter simplificado as coisas um pouco antes. Não sei se foi por ser a minha primeira vez este ano a jogar aqui no Central, mas senti-me a jogar bastante mal, com muito vento. Para os quatro foi uma hora e 40 de um jogo desconfortável. Infelizmente para nós, no final do jogo eles acabaram por ter uma sequência de boas respostas e acabaram por ganhar, foi decidido nos detalhes. Ganhámos poucos pontos importantes e saímos desiludidos.”
Já Borges, igualmente dececionado com a campanha de singulares, foi ainda mais longe e confessou que nunca conseguiu encontrar-se com o seu melhor nível ao longo de uma semana atribulada no Estoril: “Foi a história deste torneio. Sempre que as coisas apertaram eu tive muita dificuldade em jogar ténis esta semana, é por isso que estava no 8-5 e não seguia o jogo assim tão seguro. Eles não fizeram nada assim de incrível, mas no jogo todo estive sem conseguir fazer o que queria. É uma coisa rara, mas este torneio fica ainda mais aquém daquilo que gostava de fazer. Pesa-me muito esta derrota e fico bastante triste.”
Sem tempo para abrandar, Francisco Cabral ruma já à série de torneios de piso rápido norte-americanos e divulgou o nome do seu próximo parceiro de pares: “Até ao US Open vou jogar com um americano, o JJ Tracy. Não tinha parceiro, ele aceitou. É um excelente jogador de ténis, muito explosivo com excelente serviço . Se calhar à rede não é o forte dele, mas se eu ajudar e servir bem e vamos conseguir cobrir isso. Há muito trabalho para fazer e vamos começar já a partir de amanhã.”
Também Nuno Borges quer arrumar esta experiência na gaveta da terra batida e vê o piso rápido como uma nova oportunidade para descobrir as melhores sensações: “Os treinos aqui não foram maus de todo, mas no jogo é diferente. Não é que esteja a jogar mal, é só não me ter conseguido adaptar tão bem como achava que estava. A verdade é que não me senti bem e não joguei bem. Vou mudar de superfície e pouco importa o que senti esta semana.”