É uma campanha que fica para a história. Cinco vitórias depois, Jaime Faria (79.º ATP) disse adeus ao ATP Masters 1000 de Cincinnati. A jogar pela primeira vez uns oitavos de final a este nível, o tenista lisboeta não teve energia para levar a melhor sobre o italiano Lorenzo Musetti, atual número 15 do Mundo, mas que iniciou o ano na quinta posição da hierarquia.
Num encontro que teve duração ligeiramente superior a 60 minutos, Faria acabou derrotado pelos parciais de 7-5 e 6-2. O tenista português apresentou-se muito errático e não teve capacidade para impedir Musetti de massacrar constantemente o segundo serviço.
Embora tenha entrado em court praticamente em desvantagem, uma vez que sofreu o break logo no jogo inaugural, Jaime Faria não baixou os braços e reentrou na discussão do parcial na reta final. O número dois nacional devolveu o break no oitavo jogo e confirmou o mesmo no jogo de serviço seguinte para se colocar a vencer por 5-4. Musetti puxou depois dos galões, venceu três jogos consecutivos — apenas um ponto perdido pelo caminho — e levou o primeiro set para o seu lado.
Com o desfecho da primeira partida, acabou quebrada a resistência de Jaime Faria. O break sofrido no jogo inaugural do segundo parcial, depois de ter estado a liderar por 40-15, foi como que a machadada final no tenista luso, a realizar o sexto encontro na prova.
Na véspera do US Open, Faria rubricou a melhor campanha da carreira e vai chegar a Nova Iorque com a confiança em níveis elevados. O tenista de 23 anos vai garantidamente alcançar um novo máximo de carreira no ranking mundial e resta apenas a confirmação do lugar que vai ocupar na próxima atualização da hierarquia.
Para já, Faria é o virtual 70.º classificado mas, no pior dos cenários, será o novo número 72 do Mundo. O lisboeta está dependente do que fizerem o britânico Jan Choinski e o argentino Camilo Ugo Carabelli, que estão em competição no Quebec e em Cancún, respetivamente. Para poderem ultrapassar o português, os dois precisam de campanhas longas nos respetivos torneios Challenger.