Não há duas sem três e o ténis português só tem, até ver, razões para celebrar em Nova Iorque. Depois de Frederico Silva e Francisca Jorge se terem estreado com vitórias, também Henrique Rocha (119.º ATP) conseguiu, esta terça-feira, arrancar com o pé direito na fase de qualificação para o último Grand Slam da temporada.
Um dos melhores cotados do qualifying, onde defende o estatuto de 15.º pré-designado, o jovem de 22 anos impôs-se perante Michael Mmoh (173.º), um dos tenistas da casa e que já foi 81.º em setembro de 2023, com os parciais de 7-5 e 6-4.
Um ano depois de ter ficado à porta do quadro principal da competição, com um desaire na terceira ronda da fase prévia, Henrique Rocha voltou a dar o primeiro passo de forma segura. O tenista português não se deixou afetar pelo facto de ter perdido o primeiro break de vantagem no set inaugural e ainda mostrou resiliência para virar um resultado de 1-4 na segunda partida. Venceu os últimos cinco jogos de forma consecutiva e carimbou a continuidade em prova.
À procura de jogar o quadro principal do US Open pela primeira vez, Henrique Rocha tem agora confronto marcado com o sul-africano Lloyd Harris (139.º), que em setembro de 2021 foi o 31.º classificado no ranking ATP. O tenista de 29 anos, que em 2018 venceu dois torneios Future em Portugal e que conta com duas finais ATP — ambas perdidas — no currículo, bateu Bernard Tomic (179.º) por 6-2, 5-7 e 6-2.