Jaime Faria destaca “45 minutos de muito boa qualidade” numa noite inesquecível com Alcaraz

Tennis – U.S. Open – Flushing Meadows, New York, United States – September 2, 2026 Spain’s Carlos Alcaraz shakes hands with Portugal’s Jaime Faria after winning his second round match IMAGN IMAGES via Reuters/Robert Deutsch

NOVA IORQUEJaime Faria foi eliminado por Carlos Alcaraz na segunda ronda do US Open, mas venceu o primeiro set do encontro frente ao campeão em título e foi esse período que destacou na análise a uma noite que servirá “de aprendizagem” para continuar a construir o trajeto que já faz dele um jogador do top 70 mundial.

Em declarações exclusivas ao Raquetc no túnel de jogadores do Arthur Ashe Stadium depois de ser coprotagonista da sessão noturna, o jovem português de 23 anos explicou que “tinha de jogar com uma boa percentagem de primeiros serviços e isso hoje não aconteceu, não esteve nas melhores condições e as coisas tornaram-se muito mais complicadas. Apesar disso, entrei com um muito bom primeiro set, com muita coragem e personalidade, o que não era nada fácil num campo destes, em night session e contra este jogador. Ganhei-lhe um set e estou contente por conseguir ter 45 minutos de muito boa qualidade.”

A partir daí, o encontro mudou. “No início do segundo set tenho uma oportunidade, mas escapa-me e a verdade é que estes jogadores agarram o pouco que têm para agarrar. Têm muita qualidade e sobem logo o nível, mas eu tenho de começar a habituar-me a isso porque é a este nível que quero chegar e quero disputar mais encontros contra estes jogadores. É uma aprendizagem muito boa.”

A derrota desta madrugada colocou um ponto final no ano histórico de Jaime Faria em torneios do Grand Slam: passou o qualifying em Melbourne, Paris e Londres, teve entrada direta em Nova Iorque e em todos eles venceu, pelo menos, uma ronda no quadro principal, duplicando mesmo a proeza em Roland-Garros. Mas “quero mais” foi a continuação automática do número dois nacional, cada vez mais motivado a fazer parte da elite agora que lhe tomou o gosto.

Com o percurso individual interrompido, Nova Iorque continuará a ser a casa de Jaime Faria nos próximos dias, pois ao lado de Adam Walton espera jogar, pela primeira vez, o quadro de pares de um torneio do Grand Slam. Tudo indica que o fará — precisa de apenas uma desistência —, juntando-se aos compatriotas Francisco Cabral e Nuno Borges.

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