Depois de a queda de vários mísseis balísticos terem lançado o alerta no Médio Oriente logo após a conclusão do ATP 500 do Dubai e inclusivamente forçado a cancelar um evento Challenger, as entidades que tutelam os circuitos procuram alternativas para alterar o calendário para 2027.
Tanto a ATP como a WTA defenderam a adoção de um plano B enquanto os riscos de segurança continuarem elevados na região da península Arábica. O “Plano B” passa por substituir as provas que tradicionalmente se disputam no Dubai e em Doha logo após o Australian Open.
Ao momento, apontam-se a Singapura e a Austrália como potenciais pontos de paragem no circuito feminino após o Happy Slam. Trata-se de um desafio de maior envergadura por se tratarem de dois dos WTA 1000 do calendário e, consequentemente, por requererem maiores infraestruturas e organização.
Quanto à competição masculina, o i Paper ressalta que o desejo passa pela Europa. Mas a ideia ainda se mantém algo abstrata e sem alvos definidos.
País vizinho dos Emirados Árabes Unidos e potência destacada da região, a Arábia Saudita parece também abrir mais as portas para o circuito. O país não só acolheu o NextGen Finals e em breve será casa do WTA Finals, como também vai receber no próximo mês um evento de exibição com estrelas como Novak Djokovic, Carlos Alcaraz, Jannik Sinner e Alexander Zverev.
Todavia, a incerteza e insegurança continuam a marcar aquela região do Médio Oriente, à medida em que os ataques hutis se intensificam sobre a Arábia Saudita e podem, assim, comprometer a salvaguarda dos jogadores.
Recorde-se que em fevereiro centenas de mísseis balísticos iranianos atingiram várias cidades dos Emirados Árabes Unidos e do Catar. Daniil Medvedev, que havia há dias sido campeão no Dubai, foi um dos atletas retidos no país depois de ter sido fechado o espaço aéreo. Em Fujairah, a queda de um míssil gerou o pânico e causou o cancelamento de um torneio Challenger onde participaria o português Frederico Silva.