Alejandro Davidovich Fokina (26.º) foi quem sorriu por fim num duelo 100% espanhol no Masters 1000 de Xangai e conquistou na tarde deste domingo o maior título da carreira. O espanhol comandou uma grande batalha com o compatriota Rafael Jodar (13.º) para celebrar por 1-6, 7-6(5) e 6-4.
Foi de forma fulminante que Jodar se apresentou ao serviço na primeira final da carreira a este nível, tendo em menos de meia hora dado conta do recado num capítulo avassalador, alicerçado em duas quebras de serviço sem resposta por parte do adversário.
Face ao choque inaugural, Davidovich Fokina entrou para o segundo set com uma postura retemperada e com uma eventual reviravolta no horizonte. A uma troca de breaks, foi quem mais se evidenciou num tie-break que o relançou na partida.
O alto nível competitivo continuou a ser a espinha dorsal desta troca de argumentos: nenhum dos lados segurou os respetivos primeiros jogos de serviço no terceiro set, e momentos mais tarde foi Davidovich Fokina a suplantar-se uma vez mais, com uma nova quebra de serviço — essa, determinante.
A proeza deste domingo pode deixar definitivamente Alejandro Davidovich Fokina de pazes feitas com o passado. O ressurgente jogador de Málaga já tinha vingado as cinco primeiras finais disputadas — e todas elas perdidas — no ATP Tour com as conquistas de 2026 em Maiorca e em Chengdu. Agora, eleva a fasquia e saboreia o primeiro Masters 1000.
Esta expedição invicta por Xangai, consumada agora perante o seu compatriota, permite que Alejandro Davidovich Fokina confirme um novo máximo de ranking — será 13.º mundial esta segunda-feira. Carlos Alcaraz (3.º) vai manter-se, por larga margem, com o estatuto de número um espanhol, e bem na sua dianteira surge Rafael Jodar, fixado no 11.º posto.