OEIRAS — Francisca Jorge não perdia um set no Campeonato Nacional Absoluto/Taça Guilherme Pinto Basto desde 2020 e por isso foi de forma surpreendente que precisou de 2h45 para resistir a Gabriela Amorim, a quem atribuiu muito mérito pelas complicações que lhe colocou nos quartos de final.
“Foi um jogo de superação própria. A Gabriela esteve bastante bem, fez um jogo muito sólido desde o início e procurou fazer as coisas bem, tomar conta do ponto e defender como tinha de defender. Eu depois consegui agarrar-me à experiência, ao querer ganhar. Senti muito o momento no primeiro set, mas no segundo e no terceiro consegui jogar um bocadinho melhor e ganhei vantagem, também com um bocadinho de raiva à mistura. Queria muito ganhar”, confessou a número um portuguesa após vencer a colega do CAR, nove anos mais nova, em 2h45 e pelos parciais de 4-6, 6-2 e 6-1.
“Mesmo o primeiro encontro não teve o meu melhor nível e hoje, de uma forma pouco confortável, tentei ao máximo manter-me presente e também estou de parabéns por isso”, acrescentou Francisca Jorge, que procura o 10.º título seguido para distanciar-se de Sofia Prazeres e ficar apenas atrás de Leonor Peralta (13, 10 deles consecutivos) na galeria de maiores campeãs.
Na sexta-feira, a presença na final será discutida com Angelina Voloshchuk, número três nacional que já a derrotou por duas vezes no circuito internacional, mas nunca no Campeonato Nacional (0-4) e contra a quem admitiu que “se não jogar bem amanhã, não vou ganhar porque o nível que tenho exibido não vai ser um bom caminho e ela está a jogar bem, ‘soltinha’ ainda por cima e com poucos jogos perdidos nas pernas.”