OEIRAS — Matilde Jorge sagrou-se pela primeira vez campeã nacional e celebrou mais um feito inédito na carreira, despedindo-se do Jamor com um sorriso rasgado e a convicção de que 2026 foi o melhor ano da carreira.
“Em termos de resultados sim. Se calhar em termos de ranking acabo parecida [ao anterior], mas foi um ano diferente, com outras experiências e sinto que estou uma jogadora mais completa e consistente. A longo prazo isso vai pagar e acho que sim, até ao momento é o melhor ano da minha vida”, afirmou a nova detentora do troféu depois da vitória deste sábado contra Angelina Voloshchuk, a primeira em sete finais individuais na prova rainha do ténis português.
A temporada de 2026 ficou marcada por vários feitos novos para Matilde Jorge, com destaque para a meia-final mais importante da história do ténis feminino nacional, no Women’s Indoor Oeiras Open, a primeira presença em torneios do Grand Slam, em Roland-Garros, os dois títulos WTA 125 de pares com direito a entrada no top 100 e o terceiro título individual no circuito internacional, ao qual conseguiu juntar o primeiro nacional.

Apesar de ter perdido as seis finais anteriores para a irmã, Francisca Jorge, a mais nova das vimaranenses garantiu que “ganhar o Nacional não era o meu principal objetivo [da semana], mas sim trabalhar e meter em prática o que tenho vindo a trabalhar para evoluir como atleta, porque não era este título que ia mudar a minha carreira.”
De olhos postos na “evolução constante” que tem referido cada vez mais desde o verão, o título acabou por ser uma boa recompensa.
“Estou muito feliz com esta vitória. Foi um encontro muito intenso e muito duro, porque a Angelina está a jogar muito bem. Fico feliz por ter aguentado durante toda a final, mesmo tendo sido tão intensa”, explicou depois de vencer Voloshchuk por 7-6(5), 2-6 e 7-5 em 3h41.
“É muito mais fácil lidar [com uma final] quando não é contra a minha irmã, apesar de contra a Angelina também não ser fácil. Estou bastante contente, é bom ficar com este título no currículo e estou orgulhosa por ter aguentado tão bem”, acrescentou a tenista de Guimarães, agora detentora de tudo o que é possível ganhar a nível nacional — venceu os campeonatos nacionais de sub 12 (2015 e 2016), sub 14 (2017 e 2018), sub 16 (2014, 2015 e 2016) e sub 18 (2016, 2017 e 2018) e no Absoluto já tinha títulos em pares mistos (2018 com José Ricardo Nunes) e pares femininos (2018, 2019, 2021, 2022, 2023, 2024, 2025 e 2026 com Francisca Jorge).