Diário de Frederico Marques – Roland Garros

Depois de ontem nos ter falado da semana em Dusseldorf, Frederico Marques traz-nos hoje a décima quarta entrada do seu Diário (um exclusivo Ténis Portugal), onde deixa as suas impressões sobre o encontro da primeira ronda de singulares de Roland Garros que opôs o seu pupilo, João Sousa, ao sérvio Novak Djokovic, um dos principais candidatos ao título. 
A não perder:

Aqui estamos, em Paris, no segundo torneio do Grand Slam do ano. O sorteio ditou que o João se encontrasse outra vez com o sérvio Novak Djokovic, tal como já tinha acontecido no ano passado em Nova Iorque, na terceira ronda.

Desta vez já tínhamos mais informação, visto que já se tinham defrontado e o João já tinha sentido a sua velocidade de bola e forma como se posiciona no campo. Aproveitámos para ver alguns vídeos – um trabalho que o João optou por fazer para ver como os jogadores de topo defrontavam o Novak, assim como ele próprio em Nova Iorque, para no momento do jogo estar mais preparado e ter mais soluções.

Em relação ao encontro, o João entrou muito bem, sem complexos e com a táctica bem definida, mas só nos resta dar os parabéns ao Novak, que é sem dúvida um grande jogador a nível físico e que roça a perfeição tacticamente: varia muito bem o jogo, não deixa que o adversário esteja bem colocado uma única vez e isso faz com que se instaurem muitas dúvidas. 

O Djokovic também falha, todos são humanos e ninguém é perfeito, mas a diferença baseia-se na sensação de impotência que faz com que o adversário fique. O campo fica bem mais pequeno já que ele chega a muitas das bolas a que outros não chegam e anula muito bem os ataques dos adversários, as oportunidades para se atacar ou fazer moça são muito poucas. A margem de erro é mínima com estes jogadores. 

No terceiro set, o João já conseguiu adaptar-se mais ao seu jogo e acabou a jogar mais tu-para-tu [frente a frente]. Ainda falta percorrer um longo caminho para um dia poder estar no mesmo patamar que os primeiros cinco do ranking: uma melhor condição física, maior confiança e passar mais vezes por estes campos grandes, assim como passar por este tipo de anos em que as coisas não saem tão facilmente são a chave para poder madurar e estar à altura do top5. 

Frederico Marques

Total
0
Shares
Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Total
0
Share
Vista geral sobre privacidade

Este website utiliza cookies para fornecer a melhor experiência de navegação. As informações são guardadas no seu browser e permitem reconhecer o seu regresso ao website, bem como ajudar a nossa equipa a perceber que secções acha mais úteis e interessantes.