Chuva, chuva, chuva… Para que te queremos?
Finalmente apareceu. E para ficar. Chegou, estragou planos e adiou encontros. Manchou uma jornada brilhante para dar origem a uma que poderá ser memorável. Bem, pelo menos para quem vá a Roland Garros na jornada de amanhã. É que, se hoje ficaram a ser conhecidos alguns dos primeiros quartos-finalistas, amanhã entram em ação, ora repare, Novak Djokovic, Roger Federer, Andy Murray, Rafael Nadal, Serena Williams e Maria Sharapova. Um dia de luxo em Paris se os céus assim o permitirem.
O (tão desejado) regresso a casa
Estão de volta! Vivem em ‘ruas’ diferentes — chamemos-lhes assim — e jogam em campeonatos diferentes mas estão ambos de regresso a casa: os quartos-de-final de Roland Garros estão aí à porta e Ana Ivanovic e Jo-Wilfried Tsonga foram dos primeiros a garantir presença.
Por incrível que pareça, ou não, claro (afinal, tudo depende da perspetiva) o Stade Roland Garros não é palco de repetições eufóricas nas carreiras de ambos. Ganham sim, e até encantam, mas não é lá que brilham com maior regularidade. Se o favoritismo que tem vindo das bancadas o faz crescer, a verdade é que Jo-Wilfried Tsonga — que hoje venceu Tomas Berdych por 6-3 6-2 6-7(5) 6-3 numa luta contra o lusco fusco — está longe de ser um dos jogadores com mais presenças em fases finais da prova. Hoje, veja-se, carimbou o seu terceiro apuramento para os QF, depois de em 2013 ter conseguido mesmo chegar uma ronda mais longe.
Já Ana Ivanovic… Bem, a sérvia que agora se apresenta sem treinador — mas com Bastian Schweinsteiger — nas bancadas não chegava aos quartos-de-final da prova desde que a venceu, no já longínquo ano de 2008. Não acredita? É verdade; e, desde aí, apenas por duas vezes (2009 e 2013) havia alcançado a quarta eliminatória. Esta época tudo é diferente e se até Paris os resultados desiludiam muito, Ivanovic venceu hoje Ekaterina Makarova por 7-5 3-6 6-1 para colocar de lado quaisquer dúvidas. Segue-se Erina Svitolina, que hoje derrotou Alizé Cornet por 6-2 7-6(9) e contra quem a número sete mundial regista seis vitórias em outros tantos encontros.
Chuva, para que te queremos?
Não, não, não. Todos lhe pedem. Desde fãs, apanha-bolas, jogadores e árbitros, todos unem esforços para que, ano após ano, a chuva se mantenha bem longe do torneio. Mas ela teima em aparecer. Em 2015 tardou, sim, mas foi mais do que suficiente para ‘estragar’ os planos à organização, que desde cedo anunciou o cancelamento (e consequente adiamento para amanhã) dos encontros entre Maria Sharapova/Lucie Safarova e Flavia Pennetta/Garbine Mugurza para o dia de amanhã.
Mas houve mais: a intensa precipitação forçou ao adiamento do começo dos restantes encontros e se Kei Nishikori (6-3 6-4 6-2 à surpresa do torneio, Teymuraz Gabashvili) e Stanislas Wawrinka (6-1 6-4 6-2 perante Gilles Simon) ainda conseguiram seguir para os quartos-de-final, o último dos quais já em contra relógio, o duelo mais aguardado do dia foi interrompido e deixado para amanhã.
Depois de um começo arrasador — repita-se, arrasador — Roger Federer não conseguiu manter o comando do marcador e viu Gael Monfils ‘sugar’ de forma irrepreensível a energia vinda das bancadas, que de forma como não há memória ‘puxaram’ por um adversário contra o helvético para ajudar o seu favorito a igualar a contenda. No final do dia, já perto das 21h em Paris, assinalava-se Federer 6-3 4-6 Monfils quando o árbitro e os jogadores ‘votaram’ a favor da suspensão. É que, e enquanto o US Open vai dando importantes passos na implementação da sua cobertura, o Court Philippe Chatrier continua sem holofotes que permitam que se jogue quando o sol baixa e deixa de iluminar a cidade da luz.
Dia de loucos? Se a meteorologia o permitir, então sim
Isso mesmo, leu bem. ‘Há males que vêm por bem’ e pode dizer-que a chuva foi definitivamente um deles para todos os espectadores que amanhã se planeiam deslocar a Roland Garros. Porquê? De forma rápida e sucinta dizemos-lhe apenas que os jogadores previstos para entrar em ação estão Novak Djokovic, Roger Federer, Andy Murray, Rafael Nadal, Serena Williams e Maria Sharapova. A ordem de jogos completa pode ser conferida (e talvez invejada) aqui mesmo.