O dia era promissor e o adversário até trazia boas memórias, mas João Sousa não conseguiu aumentar para duas o número de vitórias na edição de 2016 do Monte Carlo Rolex Masters. Derrotado por Benoit Paire (6-4 6-3), o número um português vê adiada a possibilidade de alcançar uma classificação histórica.
Em jogo na segunda eliminatória do ATP Masters 1000 do Principado monegasco pela segunda época consecutiva, João Sousa, que completou recentemente 27 anos, defrontou o tenista francês (22.º) pela segunda vez na carreira em torneios do circuito ATP. Se na primeira, na prova de Valência — em que acabaria por se sagrar campeão — venceu, esta quarta-feira saiu derrotado em dois sets depois de ter estado a liderar por um break no primeiro.
Depois de uma primeira metade do parcial inaugural positiva, em que conseguiu contrariar o jogo de Benoit Paire (uma das estrelas da próxima edição do Millennium Estoril Open), o vimaranense perdeu a concentração e permitiu primeiro uma, depois outra quebra de serviço que, em conjunto, ditariam a cedência do primeiro set. No segundo, o domínio pertenceu totalmente ao tenista da casa, que não mais foi colocado em causa até ao final do encontro.
Caso ultrapassasse o ténis de Benoit Paire, João Sousa atingiria os oitavos-de-final de um torneio ATP Masters 1000 pela primeira vez na carreira e conseguiria, também, subir à 32.ª posição do ranking individual masculino, que se traduziria na melhor classificação de sempre de um tenista português.
A próxima paragem do pupilo de Frederico Marques é o ATP 500 de Barcelona (18 a 24 de abril), onde participará pela quarta vez na carreira. Em 2015, João Sousa venceu Kenny De Schepper na ronda inaugural, para depois ser derrotado por Santiago Giraldo.