ESTORIL — Recordista de participações, Pedro Sousa (475.º) encerrou esta terça-feira a oitava e última passagem pelo Millennium Estoril Open. O adeus até esteve próximo de voltar a ser adiado, mas não conseguiu gerir a vantagem diante de Luca Van Assche (91.º) e uma reviravolta no Court Cascais ditou o fim de linha ao lisboeta que pretende encerrar a carreira de tenista profissional no próximo mês.
Insatisfeito por não ter segurado a liderança, lamenta que não tenha sido mais feliz nos momentos decisivos do segundo set: “Foi duro. Tive as minhas chances até primeiro do que ele, mas não as consegui aproveitar. Ele esteve bem e até teve hipóteses de fechar o primeiro set mais cedo. É um jogador com confiança, vem de torneios ganhos e entrou no top 100. Já sabia que ia ser complicado e infelizmente não consegui ser melhor do que ele.
Recordadas as oito participações noutras tantas que o evento tem, Sousa afirma: “É o torneio mais especial que temos aqui em Portugal e falo por todos. Todos os anos são especiais, houve anos em que fiz grandes jogos e ficaram na minha memória. Com o [Gilles] Simon e o próprio jogo a seguir com o João [Sousa], em que acabei por perder mas foi um jogo incrível. Foram bastantes os jogos e os bons momentos que passei aqui.”
E admite que foi apanhado desprevenido com a homenagem que recebeu no Estádio Millennium, onde reencontrou vários colegas e amigos no adeus àquele palco: “Não estava à espera, não estava a perceber nada do que se estava a passar. Foi incrível poder voltar a entrar mais uma vez no court central, com amigos do ténis. Faltou mais gente, mas o Gastão Elias fez falta. Foi bom ter sido homenageado no maior torneio e pelos maiores nomes do ténis português.”
Relativamente ao futuro, volta a vincar que o sonho de despedida passaria pelo Lisboa Belém Open, em outubro, mas que o mais sensato é concluir o percurso mais cedo, no Oeiras Open: “Se entrar em algum torneio entre os de Oeiras, pode ser que os vá jogar. Senão, jogo de certeza o primeiro e talvez o segundo. Até ao CIF é praticamente impossível, não vejo maneira de conseguir competir até lá. Sem dúvida que esse era o meu grande objetivo, retirar-me lá. Mas não faz muito sentido andar a arrastar-me até lá.”