João Sousa: “Já não jogava a este nível há algum tempo e o público esteve incrível”

Millennium Estoril Open

ESTORIL — João Sousa ‘salvou’ uma jornada pautada por três derrotas portuguesas e foi o único jogador da casa a avançar para a segunda ronda do Millennium Estoril Open. O campeão da edição de 2018 regressou aos triunfos naquele palco quatro anos depois e vai desafiar o grande favorito Casper Ruud (5.º), que esteve isento de disputar a eliminatória de abertura.

Numa análise detalhada ao triunfo em três sets diante de Giulio Zeppieri, o vimaranense atestou que o ambiente especial favoreceu um desfecho positivo: “Foi uma boa vitória, consegui jogar a muito bom nível. O segundo não foi o melhor set, mas não senti que joguei assim tão mal, a penalização foi maior do que aquilo que foi o set. Estou contente com a exibição, já não jogava assim a este nível há algum tempo e acho que o público esteve incrível, deu-me muita força para vencer.”

“É muito emotivo vencer aqui no Estoril, já venci o torneio e é sempre muito especial para mim. O apoio do público foi incrível e sente-se esse carinho independentemente do momento que estou a atravessar na minha carreira. Hoje foi um dia muito bom e é importante pensar dia a dia. É dia de desfrutar desta vitória, que não têm sido muitas, e amanhã preparo o encontro da melhor maneira. Avizinha-se um encontro difícil frente a um top 10 com quem já perdi duas vezes. Espero que o público possa voltar a fazer essa diferença”, prosseguiu o ‘Conquistador’ na sala de conferências de imprensa.

De regresso ao circuito principal após uma experiência no ATP Challenger, João Sousa voltou a frisar que a vitória nos pares traduziu-se numa forma de adaptação às condições: “Cheguei motivado para jogar e fazer um bom encontro, preparei-me bem e ontem o par quase que foi um treino para me adaptar à competição. O público foi essencial para a minha motivação extra.”

João Sousa foi um dos nomes que marcou presença na emotiva homenagem feita ao companheiro Pedro Sousa no Estádio Millennium e confidenciou que já conhecia os seus planos de colocar termo à carreira: “Tive a oportunidade de estar com o Pedro no final do ano passado, dou-me muito bem com ele e conheço-o muito bem. Falámos sobre isso, ele desabafou um pouco e eu percebi que a carreira dele estava para acabar, ele queria tomar essa decisão. Ele tem uma carreira incrível, até fez pouco para o potencial que ele tem. Foi top 100, fez excelentes encontros e tive a oportunidade de jogar contra ele e sentir aquilo que ele jogava. Desejo-lhe o melhor para o futuro, tem muitas portas abertas no mundo do ténis e não só. Para além de um excelente jogador é uma excelente pessoa e merece o melhor.”

Sem muito tempo de descanso porque o embate com Casper Ruud acontece já esta quarta-feira, o número dois português recordou a final que disputaram em Genebra, no ano passado, e que pendeu para o lado do norueguês nos pequenos detalhes: “Quando joguei com ele senti que o nível foi incrível, provavelmente do melhor que eu já joguei. Foi muito renhido, tive as minhas oportunidades mas senti que o Casper é um jogador diferenciado e de eleição. Conhecemo-nos bem e vamos ver como é que corre amanhã.”

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