Jannik Sinner reage a apagão em Paris: “Não me lembro da última vez que me senti tão débil”

Jannik Sinner foi do céu ao inferno e foi o centro das atenções desta quinta-feira depois de ter sofrido uma das derrotas mais inesperadas dos últimos anos. O número um mundial, que servia para fechar o encontro com Juan Manuel Cerúndolo, colapsou por completo e viria a perder por 3-6, 2-6, 7-5, 6-1 e 6-1 na segunda ronda de Roland-Garros.

Naturalmente cabisbaixo depois de um episódio que não conseguiu bem explicar, Sinner adiantou que se tratou de uma surpresa que pode acontecer no ténis e não acusou problemas físicos: “Hoje não me senti muito bem em court, é algo que pode acontecer. Estava numa boa posição, já no terceiro set, mas não consegui fechar com o meu serviço. Tive vários problemas, mas dou-lhe o mérito também. Esteve sempre sólido, especialmente no final.”

Fora da corrida ao título com grande estrondo, Sinner acredita que o desgaste acumulado e a pressão sentida nos últimos meses onde defendia a invencibilidade podem ter sido determinantes: “Não há uma só razão, tenho jogado muito, e sem muito tempo para me recuperar. Cheguei aqui e o primeiro encontro foi muito bom, mas no dia seguinte já não há muito tempo. Hoje de manhã, senti que não tinha dormido bem. Quando me levantei senti-me mal, mas são coisas que podem acontecer. Nos Grand Slams há sempre um par de dias em que não te sentes bem e hoje foi um desses dias.”

Apático, Sinner lamentou que nem o corpo nem a mente o tivessem ajudado a fechar quando parecia tão próximo da terceira eliminatória em Paris: “Não me sentia com energia, o meu corpo estava vazio. Não me lembro da última vez que me senti tão débil. Tentei seguir com tudo o que tinha, mas dei o máximo que podia dar. É uma pena porque estava a jogar bem, mas assim é o desporto.”

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