ESTORIL — Frederico Silva despediu-se esta segunda-feira do quadro de singulares do Millennium Estoril Open e mesmo sem a vitória nas mãos despediu-se do Estádio Millennium com o nome cravado na história do torneio. O português saiu por baixo da batalha mais longa de sempre no Clube de Ténis do Estoril, ao ter sido travado por 7-5, 6-7(4) e 6-1 diante de Luca van Assche.
Mesmo sem alcançar o que mais desejara, Silva não escondeu a satisfação pelo nível apresentado, mas lamentou que os momentos-chave não tenham caído para o seu lado ao fim de quase três horas e meia: “Estou bastante cansado, foi um jogo muito intenso. Fiquei com pena de não ter conseguido entrar melhor no terceiro set, mas há que lhe dar algum mérito. Ele aumentou o nível no início do terceiro set e não consegui acompanhar essa fase. Já com o cansaço acumulado e com dois breaks era difícil, mas tentei lutar o máximo e até ao final.”
O atleta das Caldas da Rainha, que regressou à prova dois anos depois, explicou ainda que o sentimento é diferente quando tem a oportunidade de atuar perante um público que lhe é tão querido e num palco singular: “É sempre um orgulho jogar o quadro principal num torneio muito especial para nós, fiz o melhor que podia para chegar aqui e fazer um bom jogo. Apesar da derrota penso que estive a bom nível.”