Filho de mãe russa e pai sueco, Alejandro Davidovich Fokina é um jovem espanhol nascido em Málaga há 18 anos (5 de junho de 1999) que deslumbrou na edição deste ano do torneio júnior de Wimbledon, de onde só saiu com o título na bagagem. Desde essa altura, tem jogado no circuito profissional da Federação Internacional de Ténis e até já disputou três finais.
Como tal, e numa altura em que o ténis masculino espanhol atravessa uma boa fase com valores emergentes (Nikola Kuhn, Carlos Taberner, Bernabe Zapata Miralles), foi com naturalidade que o jornal As entrevistou Alejandro Davidovich Fokina, atual 455.º do ranking ATP.
Entre algumas curiosidades e revelações, Davidovich Fokina, que além de espanhol fala inglês e um pouco de russo, revelou que o seu ídolo é Novak Djokovic e não deixou a resposta sem justificação. “De todos os tenistas, Djokovic é aquele com quem me identifico mais, tanto a nível de jogo como mentalidade”, esclareceu.
Instado a descrever-se com jogador e de que forma é que o seu treinador o influencia, o espanhol destacou o seu espírito competitivo e o seu serviço e elogiou o método de trabalho de Jorge Aguirre. “Tenho sede de vitória. Sirvo com potência e creio que tenho um jogo completo”, analisou, antes de se pronunciar sobre o treinador espanhol: “Ele sabe como trabalhar o dia a dia. Eu era um rapaz um pouco descuidado e estava sozinho e ele soube indicar-me o caminho a seguir”, recordou.
O nome de Rafael Nadal também foi, naturalmente, chamado para a conversa mas Alejandro Davidovich Fokina recusa colocar em cima dos seus ombros a pressão de suceder ao seu compatriota no trono do ténis espanhol. Afinal de contas, Nadal só há um.
“Ele é um jogador tremendamente competitivo e tem sempre o sangue frio. Não pensa em nada além de vencer. Eu não creio que seja o seu herdeiro, porque há outros tenistas espanhóis também muito bons. É uma geração muita boa”, admitiu.
Já sobre os tenistas de outros tempos, Davidovich Fokina afirmou que gosta de John McEnroe, porque é “o mais engraçado e controverso e gosta de dar espetáculo no court“, e elogiou também Federer, que “é uma lenda do ténis”.