À semelhança dos últimos anos, a edição de 2017 do Masters 1000 de Paris ficou marcada por inúmeras baixas e desistências de última hora, algo atestado pelo facto dos finalistas terem sido dois estreantes por estas andanças: Jack Sock e Filip Krajinovic. Por isso, Guy Forget, diretor da prova francesa, não esconde a vontade de recuperar o bónus de presença para atrair as principais estrelas do circuito.
Em declarações ao L’Équipe, o ex-tenista relembrou que “nos últimos três ou quatro anos temos tido edições mais complicadas porque o torneio está no final do calendário anual. Alguns jogadores chegam ao final da época e já se encontram lesionados. Além disso, a geração mais nova ainda não se impôs… Já tivemos, contudo, edições fantásticas. Djokovic já venceu o evento por quatro vezes, Murray também ganhou aqui rumo ao posto de número um mundial. Porém, dada a nossa posição no calendário, sabemos que teremos anos duros pela frente”.
E é por ter consciência de que uma alteração da data do Rolex Paris Masters não é viável num futuro próximo — porque “exigiria que o circuito alterasse a Golden Swing na América Latina” — que Forget fala da recuperação de uma “medida” que atraía jogadores.
No fundo, o diretor do segundo torneio mais importante a ser realizado em solo francês gostaria de voltar a implementar o “bónus” de participação “para recompensar os jogadores que cumprem os compromissos assumidos no início do ano”. Na opinião de Guy Forget, “isso faria com que os jogadores renunciassem a certas exibições ou torneios onde são demasiado remunerados e a fazerem uma escolha.”