Roland Garros, Dia 3: sorriso luso na jornada de adeus à atleta mais comercializável do mundo

De Rafael Nadal a Novak Djokovic (ou ao contrário? — o favoritismo este ano parece não ser fácil de apontar) não esquecendo Serena Williams, que continua na mira de mais um recorde, terça-feira foi sinónimo de vitórias para os principais cabeças de cartaz da edição de 2015 de Roland Garros. Bem, para todos menos… Eugenie Bouchard, que há um ano encantava no Court Philippe Chatrier rumo às meias-finais. Mas hoje há um resultado a fazer as alegrias a todos os portugueses.

Sangue luso na segunda ronda… Outra vez!

Dois anos depois, João Sousa está de regresso à segunda eliminatória do Major francês. O sorteio não tinha sido o melhor e o encontro disputava-se apenas três dias após o término de uma das melhores semanas do vimaranense, mas o pupilo de Frederico Marques conseguiu voltar a alinhar uma excelente exibição em terra batida para, em apenas em três sets e num duelo que nunca esteve em perigo de lhe fugir, derrotar o canadiano Vasek Pospisil por 6-3 7-6(5) 6-1.

O adversário que se segue? Andy Murray, o dito Andy Murray, escocês contra o qual o vimaranense nunca somou nenhuma vitória (0-5) e que vem da sua melhor fase de sempre em terra batida, com os títulos de Munique, Madrid e uma vitória memorável sobre Rafael Nadal.

Para já, garantido está que João Sousa irá “fazer de tudo” para ultrapassar um encontro que será “obviamente exigente” num período em que “tenho vindo a jogar bem e sinto-me confiança.” O registo entre os dois, esse, ficará com certeza para trás quando pisar o Court na jornada de quinta-feira para lutar por um inédito lugar na terceira eliminatória.

Recorde em perspetiva para a melhor do mundo

Consegue imaginar Serena Williams a tornar-se na primeira jogadora da história(!) da Era Open a atingir as 50 vitórias em cada um dos quadro torneios do Grand Slam? Sim, a norte-americana pode estar em ‘perseguição’ às duas dezenas de títulos do Grand Slam, mas e Steffi Graff, Martina Navratilova ou Chris Evert? Não, não, não: isso mesmo, Serena Williams. Com o triunfo de hoje, não um ‘passeio’ mas uma vitória confortável (6-2 6-3 a Andrea Hlavackova) colocou-se à distância de apenas duas vitórias na terra batida parisiense de atingir o inédito registo no circuito feminino.

Se ainda assim lhe faltar motivação, a mais nova das irmãs Williams pode ainda olhar para o seu palmarés e focar as atenções no vigésimo título Major que persegue desde que, já este ano, regressou aos triunfos (o último tinha sido em 2010) no Australian Open. O caminho não é fácil, até porque pode enfrentar Victoria Azarenka já na terceira ronda, mas…

Inglória foi a estreia da canadiana Eugenie Bouchard na competição: semi-finalista no último ano e recentemente considerada como a atleta mais comercializável do planeta — repetimos, do planeta; atleta, não tenista! — a canadiana vive um período ‘negro’ na sua carreira e, apesar de procurar desdramatizar com incentivos apontados ao seu próprio jogo nas sessões de treino, ‘deitou a perder’ o saquinho de confiança criado em Roma, onde esteve muito perto de atingir os quartos-de-final. A responsável? Kristina ‘Kiki’ Mladenovic, que triunfou por 6-4 6-4 num encontro onde ainda se arriscou a perder o segundo parcial (de 5-0 para 5-4 e [30-30]).

Maré de confirmações — favoritos estão (praticamente) todos na segunda ronda!

Não está fácil escolher um favorito para a vitória no quadro principal e também não será pela jornada de hoje que o torneio ganhará um ‘grande’ candidato. Se uns apontam Rafael Nadal, campeão de nove das últimas dez edições, com o indiscutível primeiro candidato, outros, que se regem pelo momento de forma dos dois, elegem Novak Djokovic. Tão certa quanto a validade de ambas as escolhas foi a facilidade com que ambos se estrearam hoje na prova: o maiorquino derrotou Quentin Halys por 6-3 6-4 6-4, o sérvio venceu Jarkko Nieminen por 6-2 7-5 6-2.

Tal como Nadal, também os restantes especialistas (David Ferrer, Nicolas Almagro, Carlos Berloq, Leonardo Mayer, Daniel Gimeno-Traver e Pablo Carreño-Busta) em terra batida carimbaram vitórias, cabendo a Grigor Dimitrov, o décimo candidato, a única verdadeira desilusão do dia — e pelas mãos do ‘menino sensação’ norte-americano Jack Sock, que triunfou por 7-6(7) 6-2 6-3.

No lado feminino, se Bouchard, uma das melhores da edição transacta, desiludiu, Caroline Wozniacki precisou de apenas oitenta minutos (depois de meia-hora para os três primeiros jogos) para se desenvencilhar da italiana Karin Knapp (6-3 6-0), que no último fim-de-semana derrotara Roberta Vinci na final de Nuremberga. Longe de ser conhecida pelos seus resultados em terra batida, a dinamarquesa tem agora marcado com a alemã Julia Goerges um dos duelos mais aguardados pelos fãs por razões estéticas. Em caso de vitória, apura-se para a terceira ronda pela primeira vez desde 2012.

Merecedora de destaque é ainda a estreia (6-4 3-6 6-4) de Petra Kvitova, a campeã da última edição do Premier de Madrid, que apesar de ter enfrentado algumas dificuldades (impostas por Marina Erakovic) conseguiu dar mais um passo rumo à afirmação como uma jogadora de todas as superfícies.

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