Eugenie Bouchard já viveu dias mais felizes dentro do campo. Quem o diz são os números mas também a própria, que reconhece estar longe da forma que em 2014 a levou a atingir as meias-finais no Australian Open e Roland Garros e ainda chegar à final de Wimbledon. Agora, a entrar na segunda fase da temporada, a canadiana voltou a mudar de treinador e explica o que a levou a tomar a decisão.
Se no final de 2014 a jogadora de 21 anos, ex-número cinco mundial, colocou um ponto final na sua relação profissional de oito anos com Nick Saviano, em fevereiro de 2015 anunciara ter começado a trabalhar com Sam Sumyk, um nome bem conhecido do circuito profissional feminino — muito por conta do trabalho realizado com Victoria Azarenka até então.
Pois bem, nos seis meses juntos Bouchard somou apenas quatro vitórias e esta semana decidiu separar-se do técnico francês. Como adianta o L’Equipe, a quarto-finalista do Portugal Open em 2014 “não se sentia confiante e agressiva em jogo apesar de estar a treinar muito”, tendo sido essa a principal razão que a levou a romper com Sumyk. Apesar do momento de forma menos positivo, Genie continua a mostrar-se positiva. “Eu acredito [em mim] e sei que o meu talento não se desvaneceu.”
A título provisório, Eugenie Bouchard está agora a trabalhar com o sérvio Marko Dragic, com quem já havia estado anteriormente. A parceria, já se sabe, não será de longa duração e é expectável que tenha como grande foco a participação na competição ‘em casa’, a Rogers Cup. De acordo com a jogadora, “estou à procura de alguém que me ajude a evoluir todos os aspetos do meu jogo. Acho que é muito importante dominar os aspetos técnicos mas também o ténis tático, físico e mental.”
Treinadores à parte, a estreia da canadiana na ‘sua’ competição não é fácil: sem ser cabeça de série, enfrenta Belinda Bencic na primeira ronda e em caso de vitória mede forças com Caroline Wozniacki na ronda seguinte.