‘Serena owns the night’. É manchete internacional — são várias as publicações, desportivas ou não, que dão destaque a mais um triunfo de Serena sobre a irmã, Venus — e traduz-se para ser o destaque deste artigo. A número um mundial ‘dominou’ a noite para se colocar mais perto do tão desejado título no US Open e depois, horas depois, foi a vez de um outro (ex-)campeão, Novak Djokovic, marcar encontro com o ‘rei’ da edição de 2014 nas meias-finais. Os dados estão lançados…
Serena vence duelo de irmãs e está mais perto do ‘sonho’
De um lado uma irmã, do outro outra. Se quando o sorteio foi realizado a possibilidade de Serena e Venus Williams medirem forças nos quartos-de-final já ‘agitava’ corações e mentes, com as duas jogadoras a vencerem os seus primeiros quatro encontros o duelo tornou-se uma realidade e ganhou contornos como nenhum outro o fez até agora na presente edição do US Open.
São duas lendas do ténis, são duas das figuras do desporto mundial nas últimas três décadas. Proporcionam encontros inesquecíveis — daqueles que, mais tarde, qualquer um se orgulha poder dizer que testemunhou ao vivo — e era isso mesmo que se queria na madrugada desta quarta-feira em Portugal.
Assim foi. Se Serena, a primeira cabeça de série, dominou o primeiro set, Venus, a 23.ª, ‘roubou’ o segundo de forma autoritária para que a decisão fosse adiada para o terceiro e decisivo. Aí, com a pressão de um lado e ‘nada a perder’ do outro, foi quando se jogou o melhor ténis. As duas deram espetáculo do primeiro ao último minuto e mesmo não tendo composto parciais particularmente equilibrados, gravaram mais um encontro na história. No final, foi Serena a vencer, por 6-2 1-6 6-3, para ficar a apenas dois triunfos de conquistar todos os torneios do Grand Slam em 2015. Está mais perto do sonho.
Por falar em sonho… Sonho é, também, o que Roberta Vinci está a viver na presente edição do US Open. Se em pares (fê-lo ao lado da compatriota Sara Errani) a jogadora italiana sabe o que é vencer cada um dos eventos Major, em singulares nunca tinha atingido uma meia-final. Esperou até aos 32 anos e pela oportunidade certa, mas nem assim foi fácil. Do outro lado estava uma Kristina Mladenovic inspirada pelos primeiros quartos-de-final de carreira e os 51 winners que a gaulesa executou tornaram-se um obstáculo difícil para a italiana. Não fossem os 64 erros não forçados e talvez, talvez o duelo tivesse terminado de forma diferente. No final, o que interessa são os parciais e esses, como referimos, foram favoráveis a Vinci: 6-3 5-7 6-4.
Campeão e ex-campeão colidem nas meias-finais
Até ao ano de 2013, Marin Cilic somava um total de 13 triunfos em todas as suas participações no US Open. Mas houve uma ‘estrelinha’ que mudou a vida do croata em Nova Iorque e, com o título e a prestação deste ano, o número nove mundial já leva 12(!) encontros sem perder no último Major do ano. Tudo porque na noite desta quarta-feira voltou a vencer para marcar encontro com um jogador que também sabe o que é levantar o troféu na cidade dos sonhos.
Não se esperava um encontro fácil para nenhum dos jogadores mas o encontro era particularmente visto como uma ‘aberta’ no quadro para que Jo-Wilfried Tsonga tentasse chegar às primeiras meias-finais no US Open frente a um Marin Cilic que também tem deixado muito a desejar no último ano. Pois bem, o croata entrou melhor, muito melhor, e só depois o francês reagiu, mas já tarde; se ainda salvou três match points na quarta partida para a fechar com um tiebreak, não evitou o desaire no quinto e decisivo parcial, onde uma quebra de serviço ainda na primeira metade do set lhe custou a derrota.
Se Cilic não vinha a ter a época mais desejada, bem se pode dar satisfeito na presente semana, dado que a vitória contra Tsonga o coloca nas suas terceiras meias-finais de carreira, apenas as segundas nos últimos cinco anos e meio. O que o espera?
Bem… Na próxima fase Marin Cilic terá pela frente nada mais, nada menos do que o campeão do ano de 2011 e atual número um mundial, Novak Djokovic. O sérvio voltou a perder um set — desta vez para o Feliciano Lopez que depois de vencer a ronda anterior confessara querer defrontar o líder do ranking — mas não preocupou e, ainda que no tiebreak da quarta partida para afastar 6-1 3-6 6-3 7-6[2]) o tenista espanhol, que à 55ª participação consecutiva em torneios do Grand Slam procurava as suas primeiras meias-finais.