23 de outubro e 2 de novembro de 2015 ficarão para sempre na história do ténis brasileiro. A partir desta sexta-feira, de forma matemática, e de segunda-feira dia 2, de forma oficial, Marcelo Melo é o número um mundial de pares no ranking ATP. É o primeiro tenista brasileiro a fazê-lo.
Uma vitória. Uma vitória separava o ‘trintão’ (32) Melo de uma das noites mais históricas da sua carreira. Vindo dos títulos em Tóquio e Xangai, ‘o girafa’, como é apelidado, estava a um triunfo de garantir os pontos suficientes para ultrapassar os históricos irmãos Bryan e assim garantir a subida ao primeiro posto da tabela. Assim foi.
Ao lado de Lukas Kubot, Marcelo Melo derrotou os primeiros cabeças de série, Jean-Julien Roger e Horia Tecau (7-6[4] 6-4), para seguir para as meias-finais do ATP 500 de Viena, na Áustria. Feitas as contas, os irmãos Bryan verão ser-lhes descontados 1.000 pontos pelo título em Paris 2014 na segunda-feira e mesmo um título em Basileia não seria suficiente para os norte-americanos permanecerem na liderança, porque o total de 7.990 pontos será sempre inferior àqueles que o brasileiro somará.
Por não ter pontos a defender em Paris, Marcelo Melo pode incluir no ranking uma outra participação num torneio ATP 250 (ou seja, somar mais 90 pontos), o que o deixa no mínimo com 8.070 pontos na atualização que será publicada na segunda-feira, 2 de novembro.
Atualmente com 32 anos, Marcelo Melo soma já quatro títulos na presente temporada (a Tóquio e Xangai juntam-se Acapulco e Roland Garros, ambos com Ivan Dodig), que ajudam a prefazer um total de 17 numa carreira que teve como primeiro grande ponto de partida a vitória ao lado de André Sá no Estoril Open de 2007.
No panorama geral do ténis brasileiro, Marcelo Melo junta-se a Gustavo ‘Guga’ Kuerten e Maria Esther Bueno na restrita lista de jogadores a figurarem no topo de uma hierarquia profissional (no caso de Kuerten e Bueno, respetivamente em singulares masculinos e femininos).