Direta e repleta de certezas. Foi assim que Garbine Muguruza, número três mundial e finalista da última edição do torneio de Wimbledon, se apresentou na entrevista dada ao El País. Na semana que marca a estreia da tenista espanhola na temporada de 2016, são tornadas públicas declarações ‘fortes’ sobre a realidade do circuito feminino e a sua ‘aventura’ enquanto jogadora profissional.
“Odiamo-nos a todas, literalmente, e quem disser o contrário está a mentir. Somos todas muito competitivas e passamos o tempo todo a viajar, não é fácil fazer amizades entre nós, porque no dia seguinte estamos a competir umas contra as outras“, contou a tenista espanhola a uma das maiores publicações do país.
Já sobre o circuito masculino… Garbine Muguruza diz que “com os rapazes é diferente, vemo-los várias vezes a conversarem e divertirem-se, mas com as raparigas… Odiamo-nos todas”, reforçou jogadora natural da Venezuela, que comentou ainda as diferenças sentidas nas deslocações do público e, sobretudo, de prize-money entre os jogos dos circuitos WTA e ATP.
“Hoje em dia as mulheres têm mais força e mais liberdade. Até há muito pouco tempo uma jogadora ganhava muito menos que um jogador, agora está cada vez mais igual. Para mim é muito importante fazer parte de uma geração em que já mais igualdade. É claro que um jogo do Rafa [Nadal] vai ser agendado para um estádio que leve o dobro da capacidade de um encontro meu, mas o esforço feito é cada vez mais igual. É uma questão de tempo até mesmo aí a diferença ser eliminada.”