Magia! Assim se pode descrever o que se passou em pleno Centre Court do All England Club esta quarta-feira, com Roger Federer a fazer o que nunca antes havia sido feito por um tenista na história da modalidade e Andy Murray a fazer as delicias do público britânico ao garantir pela sétima vez na carreira um lugar no top-4 do mais importante torneio disputado sobre a relva londrina.
O dia foi de emoções e emocionante é o que podemos dizer que foi o encontro do melhor jogador de todos os tempos na relva de Wimbledon. O suíço teve pela frente um Marin Cilic que se apresentava sem pressão e a jogar um ténis que há muito não se via no croata, recordando os tempos (2014) em que foi campeão de um torneio do Grand Slam ao vencer o US Open. O pupilo de Goran Ivasinevic lutava por um lugar nas meias-finais pela primeira vez na carreira ao passo que o helvético já lá tinha estado por 10 ocasiões.
Para Federer, estava em jogo o igualar das 11 meias-finais de Jimmy Connors e um recorde bastante apetecível, a 307.ª vitória em Wimbledon — que significaria mais uma marca histórica para um tenista que tem como hábito escrevê-la, ao tornar-se no jogador (homem ou mulher) com mais vitórias em Grand Slams na história da modalidade. E assim foi.