Pouco mais de duas semanas depois do anúncio da parceria entre Andy Murray e Amélie Mauresmo, as críticas à escolha do escocês continuam na ordem do dia. Depois dos comentários pouco satisfatórios de alguns colegas de profissão como Ernests Gulbis e Marinko Matosevic, agora é a vez da britânica Virginia Wade, antiga número 1 mundial e campeã de torneios do Grand Slam, vir a terreiro manifestar o seu desagrado com a opção de Murray.
Vencedora de Wimbledon em 1977, Wade considerou tratar-se de uma piada quando teve conhecimento da contratação de Mauresmo por parte do número 8 do mundo. “Mauresmo foi um choque total, eu pensei que a contratação não era para levar a sério”, começou por dizer a ex-tenista.
“Ele [Andy Murray] não está com a mesma intensidade que apresentou há um ano. Estar com o [Ivan] Lendl o faria pensar ‘Bom, ele está aqui a observar-me, por isso tenho que estar ao máximo o tempo todo’”, adiantou Wade.
“A não ser que ele precise de alguém só para dizer ‘está bom, bem feito’, o que é uma possibilidade. Um jogador por vezes precisa de alguém só para o apoiar e não tentar mudar o que quer que seja”, procurou justificar Wade, de 68 anos, a parceria entre Murray e Mauresmo.
Ainda assim, a antiga jogadora não deixou de elogiar Mauresmo, ex-líder do ranking WTA: “Ela foi uma excelente jogadora, é uma óptima pessoa. Creio que ela era um pouco frágil mentalmente porque tinha a noção que conseguia derrotar todas as suas oponentes“.
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