MADRID – No seguimento (ressaca, chamemos-lhe assim) de um dia que ficará para a história do Mutua Madrid Open e, também, do ténis, a Caja Mágica voltou a acolher o melhor ténis do mundo e deu a conhecer as semi-finalistas e os quarto-finalistas da edição de 2015 do torneio espanhol. Este ano, o Ténis Portugal esteve no terreno e traz-lhe fotografias únicas.
Utilize a seta da esquerda para ‘navegar’ na galeria do Dia 4:
Se a jornada de quarta-feira se preencheu com grandes batalhas e muitas, muitas emoções, o dia de hoje foi bem mais tranquilo. Com o sol sempre a gritar ‘presente!’ e a dar origem a formas e sombras bem características dos campos Arantxa Sanchéz-Vicario e Stadium 3, as bancadas foram-se preenchendo cada vez mais com o avançar do relógio. De todas as portas do complexo surgiam grupos de jovens encantados com a possibilidade de assistirem a jogos dos melhores do mundo.
A felicidade estava expressa nos rostos de todos. De pequenos a graúdos, a alegria do Mutua Madrid Open transmite-se a uma velocidade impressionante entre todos os presentes e ‘espalha-se’ por aqueles que pisam os courts. Em singulares, em pares, no quadro masculino e no feminino. Ou não fosse ‘Aquí Hay Magia’ um dos slogans da maior competição de ténis disputada em solo espanhol.
À madrugada entusiástica do dia anterior seguiu-se um dia de ténis bem mais tranquilo mas, como sempre, bem entusiasmante. Os espanhóis Rafael Nadal e David Ferrer ‘fizeram as delícias’ do público em pleno Court Manolo Santana mas foi nos campos secundários que foram disputados alguns dos encontros mais atrativos e equilibrados do dia. Desde o embate de esquerdas a uma mão entre Grigor Dimitrov e Stanislas Wawrinka até à potência de John Isner e a rebeldia de Nick Kyrgios, ou o sempre ‘popcorn match’ entre Tomas Berdych e Jo-Wilfried Tsonga, o Mutua Madrid Open tinha reservados duelos com que qualquer adepto da modalidade sonha no dia-a-dia e não desiludiu.
Depois, já sob os holofotes da Caja Mágica, chegava a hora de Andy Murray e o herói local, Marcel Granollers, medirem forças num verdadeiro frente-a-frente entre dois sobreviventes de maratonas disputadas no dia anterior ao mesmo tempo que, no maior campo do complexo, o nipónico Kei Nishikori contava com o apoio de centenas de compatriotas frente ao espanhol Roberto Bautista-Agut. Nesta jornada, a maioria dos favoritos sobreviveram com esforços reduzidos (Milos Raonic foi outro deles a consegui-lo) para dar por concluída a jornada bem antes daquilo a que nos habituámos nos três primeiros dias da semana.
E assim chegou ao fim a aventura do Ténis Portugal no Mutua Madrid Open. Depois de quatro dias de muito ténis — recheados de surpresas, muitas emoções e magia — despedimo-nos da capital espanhola com o desejo de regressar o quanto antes. Para a história fica a reportagem fotográfica [ainda em construção]; para o futuro, um até já.
Gracias, Madrid!