Murray: Marriage (casamento), May (maio), Munich & Madrid. Nas redes sociais vai-se ‘brincando’ com a conjugação de iniciais — uma só, na verdade — em comum entre o apelido de Andy Murray e o tão bem sucedido mês de maio, no qual disputou (e logo de forma consecutiva) e venceu as suas duas primeiras finais de carreira em terra batida. Agora, e já depois de se ter retirado do torneio de Roma devido à fadiga sentida, diz finalmente que “não é impossível ganhar Roland Garros.”
Com dez triunfos em dez embates disputados no pó de tijolo até ao momento, o tenista britânico, número três mundial, conquistou o título mais importante da sua carreira desde Wimbledon ao derrotar Rafael Nadal em sets diretos em Madrid e chegará a Paris sem derrotas (10-0) na superfície pela primeira vez, motivos que, agora, o levam a afirmar que “talvez este ano seja diferente, vou para o torneio a pensar que tenho algumas hipóteses [de vencer].”
Depois de ter desistido de disputar a terceira ronda do ATP Masters 1000 de Roma devido ao cansaço que sentiu quando regressou ao court para realizar uma sessão de treinos nesta quinta-feira, Murray confessa que não sabe “como responderá o meu físico nos próximos dias, mas pela forma como as coisas estão a correr estou muito confiante. Se continuar a jogar assim posso ir longe.”
Recorde-se que, atualmente, Roland Garros é o único torneio do Grand Slam no qual Andy Murray não atingiu a desejada final, tendo disputado meias-finais em 2011 e 2014. Este ano, para tentar ir mais longe na competição, contará com a ‘companhia’ da futura mamã Amélie Mauresmo, a sua treinadora, e Jonas Björkman, que nos últimos tempos tem igualmente vindo a integrar a sua equipa.