“Novak Djokovic não é o Rafael Nadal em terra batida.” E quem o diz é Roger Federer, que ontem, sábado, derrotou Stanislas Wawrinka rumo à final do ATP Masters 1000 de Roma, onde hoje, domingo, enfrentará precisamente o número um mundial — que vem de uma série de vinte e um triunfos consecutivos.
“Digo-o tendo em conta os resultados que o Nadal obteve nesta superfície na última década”, começa por explicar o suíço, que diz ainda que “para mim, o Djokovic é o jogador que chegou a Roland Garros em 2011 sem ter perdido um único encontro. Foi e é muito impressionante da parte dele conquistar muitos troféus, especialmente porque muitas pessoas tendem a esquecer-se de que ele teve de vencer jogos complicados para chegar lá. Há todo um percurso até se chegar a uma final e nem sempre tem sido fácil para ele.”
Para o helvético de trinta e três anos, que às 15h desta quarta-feira (hora de Portugal Continental) mede forças com o sérvio pela 39ª vez na sua carreira — lidera por 20-18 –, pode tratar-se da sua primeira vitória em Roma, um dos dois torneios Masters 1000, a par de Monte Carlo, que ainda não tem no seu palmarés, mas… “Para ser sincero, não sinto nada de diferente [aqui] em relação a outros torneios. O que me interessa é conquistar um título, não o do torneio de Roma. Ainda não ter ganho este torneio não me faz nenhuma diferença.”
Já relativamente à final, para a qual Novak Djokovic parte como favorito dada a sequência de vinte e uma vitórias consecutivas que ‘leva’ na bagagem, Federer disse que “o ressalto da bola será maior porque é suposto o tempo estar bom. Penso que nesta fase da minha carreira estou pronto para qualquer que seja a condição: joguei contra o Berdych durante o dia, contra o Wawrinka à noite. Não sei se algum de nós vai ser favorecido pelas condições quentes.” O principal obstáculo poderá mesmo ser, aliás e como o próprio Novak Djokovic e Maria Sharapova disseram, os “muitos buracos que há em campo. Parece que a terra se ‘abre’ e que quando se resolve pode acontecer duas e três vezes e tornar-se preocupante.”
A resposta ao mau estado dos campos não tardou e a organização do torneio italiano afirmou mesmo que a superfície de terra batida começou a ser preparada apenas três semanas antes do início da competição, um prazo atípico e pouco favorável para um evento dos circuitos profissionais.