Um Andy, dois Andys. Este domingo foi dia de jornada dupla para Andy Murray e de final feliz para o representante britânico e todos os compatriotas que nas bancadas do Queen’s Club se encontravam. Ultrapassada a chuva que ontem, sábado, estragou a programação, o povo britânico pode assistir à vitória do seu pupilo numa das primeiras finais da história de torneios ATP 500 disputados sobre relva. A outra disputou-se em Halle e foi vencida pelo suspeito do costume. E assim se dá continuidade à tradição…
Era certo e sabido que o historial era favorável ao número três mundial quando se deslocava ao clube britânico em anos ímpares. Fora assim em 2009, 2011 e 2013 — quando conquistou os seus primeiros títulos no Queen’s Club, um dos mais ‘intimistas’ e também tradicionais de todo o planeta — e voltou a sê-lo em 2015, com a vitória por 6-3 6-4 sobre Kevin Anderson depois de, horas antes, ter derrotado Viktor Troicki por 6-3 7-6(4) na meia-final que fora suspensa devido à chuva.
Toda a história ganha uma (outra) relevância extra quando lhe são acrescentados os dados de Roddick, o ‘outro’ Andy — também ele ‘amigo’ da relva. É que, nos anos anteriores a 2009 (entenda-se, 2003, 2005 e 2007), foi o norte-americano a vencer o torneio, pelo que apenas por uma vez no presente século o troféu de campeão foi entregue a um jogador com um outro nome próprio em anos ímpares. Bom presságio para o futuro de Murray, que hoje igualou o recorde pertencente ao próprio Roddick e muitos outros, como John McEnroe? Talvez… Só o tempo o dirá.
Mas regressamos ao jogo jogado: se na parte da manhã Viktor Troicki ainda conseguiu impor algumas dificuldades ao favorito da casa e colocar algumas dúvidas no desfeche do segundo parcial, o último embate do dia foi praticamente de sentido único e serviu de afirmação por parte de Murray, que se mostrou exímio quer no capítulo de serviço quer no de resposta e mostrou, uma vez mais e agora sim, sobre relva, estar apto para Wimbledon. É lá que quer jogar o seu melhor ténis, é lá que quer vencer e agora, já com três títulos ‘no bolso’ em 2015, está mais preparado do que nunca. Quanto aos espetadores, terão apenas de viajar 6km para o poder apoiar no regresso ao All England Club…