68 anos. Isso mesmo, leu bem. Sessenta e oito anos. Quase a celebrar sete décadas de vida, Gail Falkenberg (ainda) surge em torneios do circuito profissional feminino e é, por isso mesmo, uma das adversárias que as restantes jogadoras menos esperam ter pela frente.
Nascida a 16 de janeiro de 1947 — agora perguntamos-lhe, em jeito de brincadeira: o caro leitor estava a quantos anos de nascer? — a agora jogadora (compete desde os 38 anos de idade e chegou ao 360º posto do ranking com 40 anos) foi, outrora, treinadora das equipas de ténis masculinas e femininas da Universidade da Flórida.
Entre os seus feitos mais mediáticos estão uma vitória na fase de qualificação do Australian Open, em 1988, e aos 42 anos de idade um embate frente à tão bem conhecida Jennifer Capriati, que só terminou com os parciais de 7-6 6-4 a favor da segunda. Entre 1999 e 2011 não disputou qualquer encontro de ténis profissional e nos últimos quatro anos, neste seu recomeço já histórico, ainda não soma qualquer vitória (tem, sim, 32 desaires consecutivos), mas isso não parece fazê-la deixar os campos. Essa é, aliás e como muitos descrevem, a sua vitória — a paixão que tem pelo desporto e que continua a movê-la.
Ora, aos 68 anos de idade, Gail Falkenberg defronta várias vezes jogadoras meio século mais novas; foi o que aconteceu esta semana, quando na primeira ronda do qualifying de Baton Rouge, no Louisiana — onde entretanto a wildcard portuguesa Joana Valle Costa garantiu presença nos quartos-de-final — se bateu perante Haley Winton e ainda venceu cinco jogos (3-6 2-6).
E se aos 68 anos ainda dá passos no circuito… Porque não continuar a fazê-lo por muitas mais épocas? A partir de agora fique atento, não vá encontrar o nome de Gail Falkenberg num dos quadros dos torneios profissionais.