Federer nega festa a Djokovic e renova título de ‘rei’ em Cincinnati

O mundo do ténis esteve (uma vez mais) muito perto de celebrar uma conquista única mas viu-a ser negada por Roger Federer, o grande responsável pela quebra de recordes e estabelecimento de marcas nas duas últimas décadas. O suíço venceu Novak Djokovic, por 7-6(1) 6-3, para conquistar pela sétima vez na carreira o ATP Masters 1000 de Cincinnati, no Ohio.

De um lado o primeiro cabeça de série, do outro o segundo. Se no início da semana Andy Murray conquistara o segundo posto do ranking como consequência da vitória em Montreal, em Cincinnati Djokovic era o primeiro cabeça de série e Federer mantinha-se ainda como o segundo. Este domingo, com a vitória, garante que continuará a ser o segundo candidato ao título a partir de dia 31, quando começar o US Open.

Empatados (20 vitórias para cada um) à entrada para a grande final, Djokovic (que este ano venceu três dos quatro encontros disputados, todos eles em finais) e Federer partiram para o encontro com a intenção de dar espetáculo e assim foi. Se ao longo dos 12 primeiros jogos o equilíbrio se manteve, a partir do tiebreak (onde voltou a responder ao serviço do adversário largos metros dentro do campo) foi Federer quem colocou a quinta mudança para partir para a vitória.

As bancadas do Court Central do Western & Southern Open estavam totalmente lotadas (à imagem dos dias anteriores) para assistirem à quadragésima primeira edição de uma das rivalidades mais celebradas dos últimos anos — e, atrevemo-nos dizer, da história da modalidade –, que fez justiça a toda a atenção e expectativas criadas e presenteou os milhares de espetadores norte-americanos com ténis da mais alta qualidade durante 1h31′. Desde winners espetaculares e longas trocas de bola, a final de 2015 do torneio de Cincinnati lança da melhor forma os dados para as últimas semanas de ténis em solo americano na presente temporada.

Com a vitória, Roger Federer conquistou o quinto título da temporada, o primeiro da categoria Masters 1000, depois de já em 2015 ter celebrado vitórias em piso rápido (Brisbane e Dubai), terra batida (Istambul) e relva (Halle) e iguala Djokovic com 24 títulos em torneios da categoria — Nadal tem 27. O troféu, 87.º de campeão da carreira, permite ao jogar helvético voltar a colocar-se à frente de Andy Murray no ranking mundial, estabelecendo-se assim no segundo posto da hierarquia na véspera do US Open.

Career Golden Masters adiado para 2016

Detentor de pelo menos um troféu de campeão em cada um dos torneios ATP Masters 1000 à excepção do torneio de Cincinnati, Novak Djokovic disputava este domingo a sua quinta final no Ohio (depois de 2008, 2009, 2011 e 2012) e estava a apenas dois sets de completar o tão desejado Career Golden Masters.

Tal como em 2014, não o conseguiu fazer. Caiu às mãos de Federer (que ao disputar a final subiu para o primeiro lugar da lista de mais decisões disputadas em torneios da categoria, com 42 — uma à frente de Rafael Nadal), agora campeão por sete vezes em Cincinnati. E se o sérvio continua a ser quem está mais perto de completar a ‘prateleira’ de troféus, Federer (que ainda não venceu Monte Carlo e Roma) voltar agora a ter possibilidades de celebrar o Career Golden Masters primeiro caso vença as edições de 2016 das duas provas de terra batida.

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