US Open, ainda o Dia 1: De surpresas a lesões, a primeira jornada foi ‘um daqueles dias’

Djokovic IW
Fotografia: BNP Paribas Open

Não é fácil imaginar como será o primeiro dia de um torneio do Grand Slam, mas nunca seria de pensar que a jornada inaugural do US Open se desenrolaria da forma que se desenrolou. Houve festejos surpreendes, drama — muito drama! — e muitos bons encontros a abrir o último Major do ano, que lança o aperitivo perfeito para as duas próximas semanas de competição.

Um adeus aos cabeças de série como nunca se esperou

Foi… Surpreendente. Em cinco horas, o US Open perdeu cinco cabeças de série e não demorou até que voltassem a cair favoritos.

Houve espaço para ‘brilhos’ esperados mas sempre bem vindos

Houve lugar para as primeiras estrofes e pautas do hino ao ténis. Enquanto uns arriscaram e lhes viram sair a ‘sorte grande’ ao somarem algumas das melhores vitórias das carreiras para avançarem para a segunda ronda, outros brilharam de acordo com o esperado e garantiram presença em mais um dia de prova.

Se Serena Williams não teve oportunidade de o fazer (explicamos umas linhas abaixo), Rafael Nadal pisou o Artur Ashe Stadium no último jogo da sessão noturna para encontrar um motivado Borna Coric que ainda começou por dar boa réplica mas não conseguiu repetir a surpresa de Basileia em 2014, quando derrotou o espanhol; assim, Nadal, oitavo cabeça de série, venceu por 6-3 6-2 4-6 6-4 para dar mais um passo rumo ao escaldante e possível encontro com Novak Djokovic nos quartos-de-final.

Por falar em Novak Djokovic, o jogador sérvio, número um mundial, não teve quaisquer dificuldades em ultrapassar João Souza — o brasileiro, não o português — na sua estreia, vencendo por 6-1 6-1 6-1 num jogo que de momento mais alto teve a ‘confusão’ feita pela USTA nos ecrãs gigantes do estádio, onde mostrava precisamente a cara do português.

Merecedora de destaque foi a prestação de Genie Bouchard, que esta segunda-feita voltou a encontrar algum do seu melhor ténis para derrotar Alison Riske pela segunda vez em 2015, por 6-4 6-3, para somar a sua primeira vitória em torneios do Grand Slam desde janeiro, em Melbourne. Fruto da elevada ‘queda’ de cabeças de série, Bouchard, a candidata #25, é agora a terceira jogadora com melhor ranking no seu quarto do quadro, apenas atrás de Ekaterina Makarova (#13) e Elina Svitolina (#17).

Vitorioso foi também o regresso do campeão em título, Marin Cilic, que com dificuldades sim, mas sem sustos de maior venceu o argentino Guido Pella: 6-3 7-6(3) 7-6(3). Não muito espaçada temporalmente surgiu a vitória de David Ferrer, que a realizar o seu primeiro encontro desde a época de relva deixou Radu Albot (4-6 7-5 6-1 6-0) pelo caminho.

Desistências? Desistências há muitas

Uma, duas, três, quatro, cinco, seis, sete. Sete. São precisas duas mãos, sete dedos para se contarem as desistências só no primeiro dia de competição em Nova Iorque. Dos abandonos, seis aconteceram no quadro principal masculino e apenas um no feminino, mas foi esse, a abrir a sessão noturna, que mereceu maior destaque e polémica.

Comecemos, então, pelo ‘fim’. Foi em pleno Artur Ashe Stadium que Vitalia Diatchenko protagonizou aquele que já é um dos episódios mais mediáticos da época no que a casos de desistência diz respeito. Claramente incapacitada fisicamente, a tenista russa disputou um primeiro set de 21 minutos (sete dos quais ocupados com um medical time-out) antes de, por fim, desistir (já depois de uma pausa para recolher ao balneário) quando o marcador apontava 0-6 0-2 a favor de Serena Williams, que assim dá mais um passo importante rumo ao Calendar Slam.

Desistir, ou não desistir? A dúvida, a revolta, a decisão de Diatchenko. Em jogo estavam quase 40.000$, o equivalente a quase 1/4 do prize-money ganho pela jogadora em toda a temporada, o que rapidamente lançou o debate nas redes sociais: deverão os jogadores ter automaticamente direito a 50% do prémio da primeira ronda antes de a disputarem, para que caso se lesionem ‘dêem’ lugar aos lucky losers capazes de entrar em campo?; deverá esse prémio ser total, para que sempre o façam?; ou deverão as regras manter-se? As dúvidas instauram-se e o Twitter é, para já, o principal percursor de tudo em torno do assunto.

Voltando às desistências, para além de Diatchenko também Gael Monfils (as imagens não são agradáveis) Alexander Dolgopolov, Yen Hsun-Lu, Florian Mayer, Radek Stepanek e Pablo Andujar deixaram a competição da forma menos indesejada por todos.

A inovação chegou ao US Open mas não agradou a muitos

O inesperado aconteceu. Se é de ténis que se deve falar no primeiro dia, de muitas peripécias se fez a jornada inaugural do Major norte-americano. Uma das maiores? A entrevista a meio do encontro (isso mesmo) entre CoCo Vandeweghe e Sloane Stephens, que de acordo com Daren Cahill foi implementada e pode ser feita no torneio desde que o(a) vencedor(a) do primeiro set assim o consinta. Se agrada a todos? Não, de longe, e rapidamente surgiram as primeiras (e muitas!) reações negativas de adeptos e jogadoras.

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