Não há doença que vença Mardy Fish. Atrasam-no, fazem pousar as raquetes por semanas, talvez meses, mas não o param; E a prova de que não são os problemas de coração a fazê-lo parar foi a exibição com que o norte-americano se despediu da modalidade. Esta quarta-feira, Fish disputou o seu último encontro enquanto profissional de ténis. Mas é só um ‘até já’.
Mardy Fish teve uma carreira como muitos desejam e não conseguem. Uma que merece ser celebrada e sabe-o; sabe-o há muito, desde muitos anos antes de 2012, a época em que abdicou da participação nos Jogos Olímpicos de Londres para ‘dar lugar’ a outro jogador.
Esta quarta-feira, teve o ‘adeus’ que queria. Num court mais intimista — o Louis Armstrong Stadium, e não o Artur Ashe — para sentir o apoio de todos aqueles que testemunhavam aquele que poderia ser o seu último encontro; e assim foi, mas não sem lutar até ao fim. Perdeu por 6-2 3-6 6-1 5-7 3-6 traído pelas dores musculares que o travaram. Mas só o travaram hoje, naquele que foi um final ‘voluntário’.
Aos 33 anos, Mardy Fish deixa os courts enquanto jogador mas voltará e voltará rápido porque não consegue afastar-se da sua grande paixão. Será comentador, primeiro a tempos e, quem sabe, talvez a título definitivo mais tarde, se o gosto ‘pegar’. Durante os anos em que foi jogador profissional, chegou a número 7 e conquistou seis títulos e disputou os quartos-de-final de todos os torneios do Grand Slam menos em Paris. Mas o melhor resultado da sua carreira chegou no ano de 2004, quando de certa maneira de forma surpreendente conquistou a Prata nos Jogos Olímpicos de Atenas.
Mardy Fish viveu para o ténis e o ténis não se esquece de quem o faz. Será para sempre recordado, à semelhança do seu bom amigo Andy Roddick.