Nos dias de hoje, a polaca Agnieszka Radwanska ainda está em luta por um lugar no WTA Finals e até ocupa uma posição dentro do grupo de oito que teoricamente lhe garantirá o apuramento para o ‘Masters’ de final do ano, organizado em Singapura, mas a polaca revela-se atenta a tudo o que se passa no circuito e teceu duras críticas ao WTA Elite Trophy que se disputará em Zhuhai dias depois.
Depois de três anos em Bali e outros três em Sofia, o antigo Tournament of Champions, agora Elite Trophy, aumentou significaticamente o seu prize-money (de 750.000 dólares para 2.150.000) e ‘mudou-se’ para Zhuhai, na China, onde será disputado pelo menos até 2019. Mais do que isso, é obrigatório para as 11 primeiras jogadoras a ficarem de fora da Race to Singapore, que receberão a companhia de uma convidada.
“Eu acho que o Masters mais pequeno, o torneio de Zhuhai, é algo que não devia ser obrigatório para as jogadoras”, começou por dizer a atual número oito mundial, sexta na corrida a Singapura, citada pelo tennis.com. “Devíamos ser nós a escolher, especialmente por ser depois de Singapura. [O torneio] faz com que a temporada seja muito mais longa, duas semanas são muito tempo para nós.”
As críticas da polaca à prova que será disputada em formato de round-robin (quatro grupos de três jogadoras, com a primeira classificada de cada a seguir para as meias-finais) não se ficam por aqui, porque também a elevada pontuação do torneio ‘alternativo’ não agrada a Radwanska: “Há demasiados pontos em discussão. Digamos que uma jogadora termina o ano, depois de Singapura, como número nove mundial. De repente há alguém que consegue 700 pontos [em Zhuhai] e passamos de 9.ª para 12.ª quando pensámos que íamos terminar no top10. Estes são alguns dos aspetos que têm de ser alterados.”